SAP EWM 2025 FPS00: Tudo o que Você Precisa Saber para Aumentar a Eficiência Logística com o Novo Release do S/4HANA Cloud Private Edition
Marketing LIT • October 16, 2025
A nova versão do SAP Extended Warehouse Management (EWM), lançada com o SAP S/4HANA Cloud Private Edition 2025 FPS00, chegou para transformar ainda mais profundamente a gestão de armazéns. Com atualizações voltadas à integração de processos logísticos, usabilidade, extensibilidade e aplicação real de Inteligência Artificial, essa versão não é apenas uma evolução tecnológica, mas uma mudança de paradigma para operações de Supply Chain modernas.
Se você é responsável por operações logísticas, TI, ou participa de projetos SAP, este artigo é o seu guia essencial. Vamos explorar as inovações mais importantes do EWM 2025 FPS00 e como elas podem ser aplicadas de forma prática na sua organização.
A sincronização entre os módulos de Transporte (TM) e Armazém (EWM) se torna ainda mais robusta e inteligente.
Cross-Delivery Handling Units (HUs)
Agora é possível consolidar entregas diferentes em uma mesma HU no processo outbound. Esse recurso permite:
· Redução de fretes por melhor aproveitamento logístico,
· Otimização de espaço físico e tempo de carregamento,
· Simplificação do processo de expedição.
Condições obrigatórias:
· Mesmo tipo de planejamento de transporte (E ou F);
· Mesmo Ship-To Party;
· Entregas com picking finalizado;
· Status "Ready for Shipping" simultâneo.
Este recurso pode ser aplicado tanto em processos dirigidos pelo armazém quanto pelo transporte.
Harmonização da Outbound Delivery
Com o novo release, alterações feitas na entrega no LE (Logistics Execution) são automaticamente replicadas para EWM e TM. Exemplo:
· Alterar data de entrega;
· Adicionar itens;
· Atualizar quantidades.
Isso melhora a confiabilidade da cadeia de documentos e reduz erros entre os sistemas.
Novo Status: "Cargo Ready for Loading"
Permite a criação de documentos alfandegários antes do carregamento físico. Pode ser configurado para:
· Acionar a geração de ASN ou documentos de transporte;
· Acionar impressão de documentos;
· Criar ordens de consignação automaticamente.
Este status pode ser revertido antes da criação de documentos legais.
Estoque entre Plantas: Execução de STO em Processo Integrado
Agora você pode executar um processo completo de Stock Transport Order (STO) usando uma única Freight Order que conecta:
· Plantas com EWM embutido;
· Plantas com WM/MM-IM (sem EWM);
· Processos outbound e inbound sincronizados automaticamente.
O sistema reatribui a Freight Unit da entrega outbound para a inbound após o PGI, garantindo rastreabilidade total. Os processos de recebimento (check-in, unloading, GR) se tornam mais ágeis e centralizados.
Integração com Produção e Qualidade (QM): Precisão na Execução
Split de GI com COGI automatizado
No caso de falta de material na PSA (Production Supply Area), o sistema agora:
· Realiza o GI parcial;
· Envia a quantidade pendente para reprocessamento via COGI.
Importante: não aplicável a materiais com controle de número de série ou lote.
Inspeção com Número de Série
Agora é possível executar inspeções de qualidade referenciadas por serial number no recebimento.
Desativação de Inspeção por Movimento
Movimentos específicos podem ser configurados para não gerarem inspeção (IOT 4), ganhando tempo e simplicidade onde não há necessidade de controle qualitativo.
Extensibilidade, Usabilidade e Integração via APIs
A estratégia "Clean Core" da SAP avança, promovendo melhorias tanto na experiência do usuário quanto na flexibilidade técnica.
Monitor & RF: Mais poder na operação
· Split no Pick by Cart: Permite dividir ordens parcialmente executadas e continuar a execução com outro operador.
· Zoom em RFUI: Ajuste de tela entre 50% e 300% para melhor ergonomia em dispositivos móveis.
APIs e OData
· OData p/ Alterar Estoque Físico: Agora é possível alterar tipo de estoque, batch, sales order etc. via serviço OData.
· Campos customizados em APIs: Campos criados via "Custom Fields and Logic" podem ser expostos nas APIs.
· Eventos de Negócio (Business Events): Gatilhos para eventos como criação, confirmação ou cancelamento de tarefas logísticas.
API Interna: Movimentação com HU aninhada
Nova funcionalidade na API /SCWM/IF_API_IM_GOODSMVT permite movimentar materiais com HU aninhadas (nested) de forma simultânea nos módulos de EWM e Inventory Management.
Inteligência Artificial no Planejamento de Mão de Obra
A nova funcionalidade de Planejamento Preditivo de Mão de Obra usa dados históricos das atividades de picking e packing para:
· Prever demanda futura de recursos;
· Sugerir alocação de FTE (full-time equivalents);
· Considerar volume, peso, quantidade de itens e calendário da fábrica.
Os dashboards baseados em SAP Smart Business tornam a visualização dos dados clara e orientada à ação.
Reversão Após Putaway: Flexibilidade Total
Finalmente, é possível reverter o recebimento de materiais mesmo após o putaway final:
· Via Warehouse Monitor;
· Via API /SCWM/IF_API_RVS_STOCK_PTWY;
· Com checks customizados via BAdI.
Ideal para casos de recebimento errado ou erro de cadastro descobertos somente após o armazenamento.
Hora de Colocar em Prática
Este novo release do SAP EWM é mais do que uma atualização: é uma oportunidade concreta de elevar a maturidade logística da sua empresa.
Na LIT Solutions, atuamos lado a lado com nossos clientes para transformar inovação em valor real. Podemos te apoiar com:
· Checklist técnico de ativação dos novos recursos;
· Roadmap de implementação ou rollout progressivo;
· Avaliação de impactos nos processos e integrações;
· Treinamento para chave e usuários finais;
· Modelos de documentação e testes para compliance.
Quer explorar como aplicar essas novidades no seu ambiente SAP? Fale com nossos especialistas e descubra como transformar seu armazém em um centro de eficiência, visibilidade e controle.
Na LIT Solutions, o futuro da sua logística é construído com inovação, clareza e resultado.
Referência: https://community.sap.com/t5/supply-chain-management-blog-posts-by-sap/sap-extended-warehouse-management-for-sap-s-4hana-cloud-private-edition/ba-p/14238170
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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.





