Como preparar a conciliação fiscal para os novos impostos da Reforma Tributária

Marketing LIT • August 17, 2026

A conciliação fiscal nunca exigiu tanto das equipes de gestão quanto exigirá a partir de 2027.


A Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária, estabelece que em 2026, CBS e IBS estão em ano de teste, com alíquotas de 0,9% e 0,1%, respectivamente, e regras específicas de compensação e dispensa de recolhimento para os contribuintes que cumprirem as obrigações aplicáveis.


No entanto, a Revista ANEFAC alerta: empresas que não aproveitarem esse período para estruturar processos robustos de conciliação chegarão a 2027 despreparadas, acumulando riscos de glosa de créditos e contingências evitáveis.


Neste artigo, você verá o que muda na conciliação fiscal a partir de 2027, como a saída gradual dos tributos atuais impacta o ERP e quais adequações devem ser priorizadas no segundo semestre de 2026.


O que muda em 2027 e por que 2026 é o momento de agir?


Em 2026, CBS e IBS já fazem parte da adaptação dos documentos fiscais e dos sistemas, conforme as regras do ano-teste e os cronogramas definidos para cada documento fiscal eletrônico. A partir de janeiro de 2027, esses campos passam a determinar tributos efetivamente devidos.


Divergências entre o cálculo do ERP, o documento fiscal e as informações declaradas podem provocar rejeições, inconsistências de apuração, dificuldades na apropriação de créditos ou exposição fiscal, dependendo da regra aplicável.


Por isso, corrigir essas falhas depois de 2027 tende a ser muito mais caro do que mapeá-las agora.

Assim, o segundo semestre de 2026 deve ser tratado como um período de validação intensiva: é o momento de testar os cálculos de CBS e IBS, identificar divergências e corrigir causas raiz antes do início da cobrança real.




O que a cobrança de CBS e IBS exige da conciliação fiscal na prática?


A chegada dos novos tributos muda a forma como a conciliação fiscal precisa operar e introduz exigências que os processos atuais, na maioria das empresas, ainda não estão preparados para atender.

Dois pontos merecem atenção especial:


Não cumulatividade plena e rastreabilidade de créditos

CBS e IBS adotam um modelo amplo de não cumulatividade, aumentando significativamente as hipóteses de creditamento em relação ao sistema atual, observadas as restrições e condições previstas na legislação.


Na prática, o volume de créditos aumenta substancialmente. No entanto, a apropriação dos créditos dependerá do cumprimento das condições previstas na legislação e de uma trilha consistente entre documento fiscal, registro da operação, apuração e demais eventos relacionados ao crédito.


Em outras palavras, processos manuais deixam de ser suficientes para produzir essa evidência de maneira sistemática, consistente e auditável.


Split payment e a nova dimensão bancária da conciliação

O split payment, mecanismo que separa automaticamente o tributo no momento do pagamento, adiciona uma nova camada bancária à conciliação.


À medida que o split payment for implementado, a conciliação precisará incorporar a dimensão financeira, relacionando documentos fiscais, registros contábeis, pagamentos e valores segregados de CBS e IBS.


Sem essa integração, será mais difícil fechar os saldos de CBS e IBS e identificar recolhimentos duplicados ou divergentes com agilidade.



Quais adequações o ERP precisa receber antes de janeiro de 2027


Preparar o ERP para o novo regime envolve frentes técnicas distintas, que devem ser mapeadas e testadas com tempo suficiente para corrigir inconsistências antes da cobrança efetiva.


As principais adequações que precisam estar concluídas até o final de 2026 incluem:


·      Parametrização dos novos tipos de tributo CBS e IBS, com bases de cálculo, alíquotas e regras de incidência configuradas corretamente para cada tipo de operação, incluindo serviços, bens materiais, importações e operações digitais.

 

·      Atualização dos layouts de NF-e e demais documentos fiscais eletrônicos validando as novas obrigações e documentos fiscais relacionados a CBS e IBS conforme forem disponibilizados e tornados obrigatórios pelos respectivos atos e Notas Técnicas.

 

·      Revisão e atualização dos cadastros de materiais, serviços e parceiros de negócio com as classificações fiscais exigidas pelo novo sistema, garantindo que o cálculo de CBS e IBS seja acionado corretamente em cada transação.

 

·      Configuração dos lançamentos contábeis separados para CBS, IBS e os tributos em extinção, garantindo que as apurações de cada regime fiquem segregadas e auditáveis de forma independente.


Para empresas que utilizam SAP, essas adequações envolvem a aplicação das SAP Notes da reforma e ajustes nos módulos MM, SD e FI.


Ambientes com customizações extensas precisam de análise de impacto prévia, pois conflitos com desenvolvimentos proprietários podem gerar erros que só aparecem em produção.



Principais ações para o segundo semestre de 2026


Com a cobrança real a menos de um semestre de distância, o segundo semestre de 2026 exige uma agenda de preparação estruturada.


Confira:


·      Realizar o diagnóstico do ambiente ERP para mapear quais módulos, integrações e customizações precisam de adequação, dimensionando o escopo real do projeto antes de iniciar qualquer implementação.

 

·      Executar os testes de apuração de CBS e IBS em paralelo com os tributos atuais, comparando os resultados para identificar divergências de cálculo e corrigir causas raiz antes que os valores tenham efeito financeiro.

 

·      Estruturar o processo de conciliação fiscal contínua, definindo as rotinas, os responsáveis e as ferramentas que garantirão o cruzamento sistemático entre NF-e, apurações de CBS/IBS e registros contábeis sem depender de fechamentos manuais.

 

·      Revisar e sanear os cadastros fiscais de materiais, serviços e parceiros de negócio, corrigindo classificações desatualizadas que gerarão erros de cálculo desde as primeiras transações de 2027.

 

·      Capacitar as equipes fiscal, contábil e de TI nas regras de CBS, IBS e no novo modelo de creditamento, reduzindo o risco de interpretações equivocadas que levem a parametrizações incorretas ou perda de créditos legítimos.


Uma conciliação fiscal bem estruturada protege o fluxo de caixa, reduz riscos e preserva a competitividade em um período em que empresas menos preparadas poderão absorver custos tributários evitáveis.


A diferença entre chegar a 2027 com segurança ou agir às pressas começa a ser definida agora.




Conciliação fiscal e LIT Solutions: adequação SAP para o que começa agora


Preparar a conciliação fiscal para o novo regime exige domínio da legislação tributária, conhecimento da arquitetura do ERP e compreensão dos processos operacionais.


No ambiente SAP, esse alinhamento é ainda mais crítico: cada decisão de configuração tem impacto fiscal direto, e parametrizações feitas sem o contexto tributário correto podem gerar cálculos incorretos desde a primeira transação de 2027.


Se a sua empresa ainda está dimensionando o que precisa fazer antes de janeiro de 2027, este é o momento de iniciar essa conversa.



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A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. 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