Cronograma da Reforma Tributária: prazos e etapas para adaptação das empresas

Marketing LIT • July 28, 2026

O cronograma da Reforma Tributária já está em vigor, e o setor de TI é um dos principais responsáveis por garantir que os sistemas acompanhem cada fase das mudanças.

Isso porque a criação do IBS e da CBS, a extinção progressiva dos tributos atuais e a introdução do split payment exigem adaptações diretas em ERPs, integrações fiscais, layouts de NF-e e obrigações acessórias digitais.


Contudo, nem toda equipe de TI recebeu um contexto claro sobre o que a reforma muda, em que ordem e qual impacto pode causar nos sistemas das empresas.


Continue a leitura para entender o que vem aí, em qual momento e o que isso significa para a infraestrutura de sistemas da sua empresa.


O que é a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária é uma mudança estrutural no sistema de impostos sobre consumo do Brasil, aprovada por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023.


Na prática, ela substitui cinco tributos que hoje existem separadamente (ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI) por dois novos tributos unificados: o IBS e a CBS.


O objetivo central é simplificar a tributação, reduzir redundâncias e tornar o sistema mais transparente e alinhado ao modelo adotado pela maioria dos países desenvolvidos.


Para o setor de TI, o ponto central é que essa mudança segue um cronograma gradual de 2026 a 2033, com fases em que os sistemas precisam operar nos dois modelos ao mesmo tempo.


Além disso, novos mecanismos como o split payment exigem integrações que os ERPs atuais, em geral, não possuem nativamente.


Glossário: os termos da Reforma Tributária que a TI precisa conhecer

Muitos termos da reforma são novos ou têm significado específico nesse contexto. Conhecê-los ajuda a traduzir exigências legais em requisitos de sistema.


Veja:

 

·      IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): novo tributo de competência compartilhada entre estados e municípios, que substituirá o ICMS e o ISS. Será gerido pelo Comitê Gestor do IBS e precisará ser calculado e destacado nos documentos fiscais a partir de 2026 (fase de testes) e cobrado de forma crescente a partir de 2029.


·      CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): substitui PIS e Cofins, sob gestão da Receita Federal. Assim como o IBS, incide sobre bens e serviços e segue o mesmo calendário de implementação.

 

·      IS (Imposto Seletivo): novo imposto federal que incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. Substituirá parte do IPI.

 

·      Split payment: mecanismo pelo qual o valor do tributo é separado automaticamente no momento do pagamento da transação, direcionado diretamente ao órgão arrecadador, sem passar pelo caixa da empresa. Exige integração entre o ERP, os meios de pagamento e as instituições financeiras.


·      Crédito vinculado ao pagamento: o crédito tributário para o comprador pode estar condicionado ao efetivo recolhimento do imposto pelo fornecedor, por meio do mecanismo de split payment.


 

·      Não cumulatividade plena: princípio pelo qual praticamente todas as compras e despesas relacionadas à atividade da empresa geram crédito tributário. Para a TI, isso significa que o sistema precisará rastrear e registrar um volume muito maior de créditos do que hoje.

 

·      Comitê Gestor do IBS: órgão responsável por administrar o IBS em conjunto com estados e municípios. É a referência para parametrizações relacionadas ao novo tributo estadual e municipal.

 

·      Período de convivência: fase de 2026 a 2033 em que os tributos antigos e os novos coexistem no sistema, exigindo apuração paralela. É o período de maior complexidade para os sistemas, pois o ERP precisa operar em dois regimes ao mesmo tempo.


·      Cálculo “por fora”: o imposto não integra sua própria base de cálculo, tornando a carga tributária mais transparente.

 

·      Base ampla de incidência: incide sobre bens tangíveis e intangíveis, direitos e serviços.

 

·      Tributação no destino: o imposto pertence ao local onde ocorre o consumo, visando acabar com a “guerra fiscal”.

 

·      Alíquotas de referência e padrão: definidas pelos entes federativos, com possibilidade de regimes diferenciados para setores específicos, como saúde e educação.


💡 Para consultar a regulamentação completa da CBS e do IBS, acesse a Lei Complementar nº 214/2025, disponível no portal do Planalto.


seu erp está pronto para a reforma tributária?

O cronograma da Reforma Tributária e o que cada fase exige dos sistemas


A transição foi desenhada para ser gradual, o que significa anos de operação em dois regimes simultâneos antes da extinção definitiva dos tributos antigos.


Dessa maneira, cada fase tem implicações técnicas específicas para que a equipe de TI consiga se antecipar e implementar de forma gradual. Confira:


2026: fase de testes, mas o sistema precisa estar pronto

Desde janeiro de 2026, IBS e CBS precisam ser calculados e informados nos documentos fiscais, ainda sem cobrança efetiva.


Para a TI, isso significa que o ERP já deve estar parametrizado para calcular os novos tributos e gerar os campos correspondentes na NF-e, mesmo que esses valores não impactem o total do documento nesta fase.

Além disso, as obrigações acessórias de apuração informativa precisam ser atendidas, gerando declarações específicas para os novos tributos mesmo sem cobrança.


Empresas que postergarem essa adequação chegarão a 2027 sem a base técnica necessária para a fase de cobrança real.


2027 e 2028: início da cobrança do Imposto Seletivo e da CBS

A partir de 2027, a CBS passa a ser cobrada com sua alíquota plena, encerrando a fase de alíquota-teste vigente em 2026.


No mesmo período, PIS e Cofins são extintos, assim como o IPI, com exceção dos produtos industrializados que concorram com aqueles produzidos na Zona Franca de Manaus.


O IBS, por sua vez, começa a ser cobrado com alíquotas ainda reduzidas, enquanto ICMS e ISS seguem vigentes em suas alíquotas habituais.


Para os sistemas, essa fase exige processamento simultâneo dos dois regimes: cálculo e apuração da CBS e do IBS já com efeito financeiro real.


O split payment segue em preparação, com documentação técnica já publicada pelo Ministério da Fazenda, e sua implementação operacional será regulamentada ao longo desse período.


2029 a 2032: adaptação gradual e transição efetiva

A partir de 2029, tem início a redução gradual das alíquotas de ICMS e ISS, de forma proporcional ao aumento progressivo do IBS ao longo de cada ano até 2032. Esse é o período de maior complexidade sistêmica, pois os dois regimes tributários coexistem com alíquotas que se movem em direções opostas a cada virada de ano.


Do ponto de vista técnico, isso exige atualização precisa de tabelas fiscais a cada período, tanto para os tributos em redução quanto para o IBS em crescimento. Qualquer defasagem na atualização de parâmetros gera cálculos incorretos que se propagam pela cadeia documental e pelas obrigações acessórias. Portanto, o processo de atualização de parâmetros fiscais precisa ser robusto, documentado e validado em ambiente de testes antes de cada início de vigência.


2033: sistema único, mas herança do período de convivência permanece

A partir de 2033, somente IBS e CBS vigoram. Para a TI, isso representa o encerramento da operação paralela, mas ainda haverá demandas relacionadas à gestão de saldos credores dos tributos extintos e ao encerramento das obrigações acessórias dos regimes descontinuados.


A limpeza do ambiente de sistemas, com a retirada de configurações dos tributos antigos sem impactar históricos, será uma tarefa técnica relevante nessa etapa final.


O que a Reforma Tributária exige dos sistemas de gestão na prática?

Traduzindo o cronograma em requisitos técnicos concretos, as principais frentes de adequação que a área de TI precisa endereçar são as seguintes:


Atualização do ERP para calcular IBS e CBS

Novos tipos de imposto precisam ser criados no sistema, com condições de preço, bases de cálculo, alíquotas e regras de incidência configuradas corretamente.

Para quem usa SAP, isso envolve aplicar as SAP Notes da reforma (referenciadas pela nota 3561376) e revisar os procedimentos fiscais TAXBRA e TAXBRJ.


Adequação dos layouts de NF-e e demais documentos fiscais

Os novos campos de IBS e CBS precisam ser gerados e transmitidos corretamente na nota fiscal eletrônica, respeitando os esquemas de validação da SEFAZ em cada fase do cronograma.

 

Integração com o mecanismo de split payment

O sistema precisa se comunicar com os meios de pagamento para segregar automaticamente os valores de tributo no momento de cada transação, garantindo que o recolhimento seja feito diretamente ao ente arrecadador.


Gestão das alíquotas em transição

Durante a transição, as alíquotas mudam anualmente. O processo de atualização de tabelas fiscais precisa estar documentado, testado e com responsável definido para cada virada de ano.

 

Revisão de cadastros de materiais e parceiros de negócio

As classificações fiscais usadas para determinar alíquotas de CBS e IBS precisam estar corretas no cadastro mestre do ERP, pois erros nessa camada se propagam para todos os cálculos e documentos.


Cronograma da Reforma Tributária e LIT Solutions: preparando sua operação SAP para o que vem

A Reforma Tributária tem um cronograma definido, mas o tempo para preparar os sistemas é menor do que parece.


Nesse sentido, equipes de TI que aguardam a regulamentação se estabilizar completamente para iniciar as adequações tendem a chegar a cada fase sem margem para testar e corrigir com tranquilidade.


A LIT Solutions acompanha empresas nesse processo, apoiando as equipes de tecnologia.

→Se faz sentido entender por onde começar, fale com nossos especialistas.


FAQ — Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária para equipes de TI


1. O que é a Reforma Tributária em termos simples?

É a substituição de cinco tributos sobre consumo (ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI) por dois novos: o IBS e a CBS. A transição acontece de 2026 a 2033, com um período em que os tributos antigos e os novos coexistem. Para a TI, isso significa anos de operação paralela nos sistemas.


2. Quando os sistemas precisam estar adaptados?

Desde janeiro de 2026, o ERP precisa calcular e informar IBS e CBS nos documentos fiscais, mesmo sem cobrança efetiva. A cobrança real começa em 2027, com o split payment operando na mesma fase. Sistemas não adaptados em 2026 chegarão despreparados para os marcos seguintes.


3. O que é split payment e como ele impacta os sistemas?

Split payment é a separação automática do valor do tributo no momento do pagamento, enviando-o diretamente ao órgão arrecadador. Para o ERP, isso exige integração com os meios de pagamento e com as instituições financeiras homologadas. Sistemas sem essa integração não conseguirão operacionalizar o mecanismo.


4. Quem usa SAP precisa aplicar SAP Notes específicas?

Sim. A SAP publicou um conjunto de notas técnicas para a reforma, referenciadas pela nota principal 3561376 (Tax Reform – Main Note). A aplicação exige análise de impacto no ambiente customizado de cada empresa.


5. A TI precisa entender de tributação para conduzir a adequação?

Precisa de interlocução com quem entende. As decisões de configuração no ERP têm impacto tributário direto, e decisões técnicas feitas sem contexto fiscal podem gerar erros de cálculo, rejeições de NF-e e inconsistências nas obrigações acessórias. O ideal é uma equipe ou parceiro que domine os dois campos.


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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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