Funcionalidades do SAP EWM: como a solução pode acelerar e otimizar sua operação

Marketing LIT • April 20, 2021

Frequentemente, as organizações precisam realizar análises de dados de suas operações e, com os resultados obtidos, fazer a modificação em massa de parâmetros estratégicos (dados mestre) para a operação do depósito. 


O desafio neste tipo de atividade é que, quando realizada manualmente, exige muito esforço dos colaboradores. E normalmente, por falta de recursos, os gestores decidem continuar o processo e arcar com o “custo” de não atualizar os parâmetros.


O SAP EWM a cada nova atualização disponibiliza novas funcionalidades, com o objetivo de proporcionar recursos para otimizar este tipo de tarefa. É com essa premissa que iremos iniciar uma série de artigos apresentando funcionalidades disponíveis no sistema SAP EWM para otimização de tarefas e operações.


Para mais clareza ao leitor, estes artigos serão divididos em três seções:


  • Cenário (Business case) – serão utilizados requerimentos frequentemente solicitados por nossos clientes;
  • Solução – nesta seção iremos detalhar cada funcionalidade proposta para atender o requerimento do cliente;
  • Como utilizar (Demonstração) – será demonstrado com imagens/vídeos como a tarefa é executada.

Cenário

“Em nossa organização existem três temporadas de sazonalidade e, em cada temporada, modificamos o volume de produção de produtos específicos. Devido a estas modificações de demanda por temporada, o produto sofre redução ou aumento no volume quantitativo e de movimentações no depósito. Com base nessas variações, precisamos atualizar frequentemente alguns parâmetros do dado mestre que influenciam nas operações, como por exemplo, o indicador de contagem cíclica.”

Solução

O SAP EWM disponibiliza a transação /SCWM/ABC – Análise ABC que pode ser utilizada para atualizar parâmetros estratégicos do mestre de produtos, com base nos dados históricos do sistema. A transação é executada em duas etapas, sendo, a primeira a seleção dos dados e definições para análise, e a segunda, a execução das atualizações.


Os dados analisados para propor as alterações são:


  • tarefas confirmadas

ou

  • quantidade movida


Os parâmetros que são possíveis de atualizar com esta transação são:


  • controle de entrada no depósito;
  • código de área de armazenagem;
  • código de inventário rotativo.
Análise ABC

Como utilizar

A tela dessa transação disponibiliza muitos campos para serem utilizados como critérios de seleção. Além disso, também encontramos na tela de seleção os campos para classificar os dados e realizar a modificação dos parâmetros do mestre de produtos. Para facilitar a compreensão, vamos dividir os blocos da tela de seleção e explicar separadamente sua finalidade.

Seleção de dados

Este bloco contém as informações com os campos necessários para a seleção de dados. Os, os demais blocos, na prática, têm a função de filtrar os dados selecionados de acordo com os critérios disponíveis. Neste bloco, definimos os seguintes parâmetros:


  • Nº depósito: representa o depósito físico;
  • Pessoa autorizada a dispor: indica quem é o parceiro proprietário do estoque. Um depósito no SAP EWM pode administrar estoque de múltiplos proprietários, por isso, pode haver a necessidade de separar essa informação na seleção;.
  • Produto: representa o(s) SKU(s) que será analisado.
Seleção de dados

Seleção de tarefas de depósito - Filtrar dados

Este bloco, como mencionado anteriormente, fornece parâmetros com os quais é permitido filtrar a seleção de dados. Entre eles, um bastante importante é a data de confirmação, porém todos os demais têm relevância nesta análise.

Seleção de tarefas de depósito - Filtrar dados

Seleção de estratégia de análise – definir parâmetros para análise

Neste bloco, definimos qual será o dado base para nossa análise, podendo escolher entre Tarefas de depósito ou Quantidade movida, e a quantidade de classificações que queremos criar. Normalmente são utilizadas três classificações (fazendo analogia ao conceito de Curva ABC), mas nada impede que se criem mais níveis. 


O espaço demarcado pela linha vermelha, é onde definimos o intervalo em percentual ou quantidade absoluta para cada categoria. Dessa forma, o sistema consegue agrupar os produtos de acordo com o que esperamos.

Seleção de estratégia de análise – definir parâmetros para análise

E no espaço demarcado pela linha vermelha da imagem abaixo, definimos os parâmetros a serem atualizados para cada um dos possíveis campos em cada categoria.

Seleção de estratégia de análise – definir parâmetros para análise

Processamento em background

Este é um programa que pode ser escalonado em segundo plano, para realizar as análises e atualização em um determinado período de tempo, proporcionando ainda mais otimização nas realizações desta tarefa.

Processamento em background

Execução

No cenário abaixo, o objetivo é alterar o Código de Controle de Entrada no Depósito (CCED) de acordo com o volume de movimentações dos materiais. Para isso serão consideradas as seguintes regras:


  • Categoria A: para materiais que representam 60% da movimentação, atualize o CCED para YQ01;
  • Categoria B: para materiais que representam 20% da movimentação, atualize o CCED para YQ02;
  • Categoria C: para materiais que representam 15% da movimentação, atualize o CCED para YQ04;
  • Categoria D: para materiais que representam 5% da movimentação, atualize o CCED para YQ05.
Execução

Ao executar a aplicação, o sistema retorna com a proposta de modificação baseada nos parâmetros informados na tela de seleção:

Execução

Para confirmar a modificação, utilizamos o botão Gravar atualizs.selecionadas, e o sistema fará a atualização em massa de todos os produtos.

Execução

No monitor de depósito, podemos ver um relatório com dados mestres do produto e confirmar que as atualizações foram realizadas.

Execução

Conclusão

 O SAP EWM além de substituir seu antecessor (SAP ERP WM) tem como objetivo suportar as organizações em sua trajetória de transformação da logística 4.0 e com isso a própria ferramenta vem evoluindo para atender as necessidades dos clientes, com maior capacidade de digitalização das operações, novas funcionalidades que reduzem as atividades repetitivas e que tem alta capacidade de análise, integração com demais áreas/softwares do landscape entre outras possibilidades. Iremos tentar apresentar nesta série de blogs as funcionalidades do sistema que exigem nenhuma ou pouca customização e que entreguem resultados quase que instantaneamente a organização, espero que tenham gostado do conteúdo e até logo.


 

Caso queira mais informações, entre em contato com a LIT Solutions para que possamos apresentar todos os benefícios que essa ferramenta pode proporcionar a sua organização.

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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