O que é Metodologia Ágil?

Ruth Dicker • April 29, 2021

Os diferentes métodos que compõem todo o escopo da Metodologia Ágil revolucionaram a área de desenvolvimento de software a aumentaram significativamente a performance dos times desenvolvedores. Desde então, essa metodologia passou a ser implementada, de maneira fragmentada, muitas vezes, em outras áreas, principalmente na Gestão de Projetos:

O que é Metodologia Ágil?

A metodologia ágil é um conjunto de práticas que visam permitir, por meio de inspeção e adaptações frequentes, entregas rápidas, com qualidade e alinhadas à necessidade do cliente e da empresa. Metodologia Ágil possui a seguinte base:


  • Os indivíduos e as interações são mais importantes do que os processos e as ferramentas;


  • O software funcionando é mais importante do que uma documentação completa;


  • A colaboração com e dos clientes acima de apenas negociações de contratos e;


  • Respostas a mudanças acima de seguir um plano.


O desenvolvimento Ágil é incremental, ou seja, não se faz um plano completo com tudo que devemos fazer para depois iniciar o desenvolvimento, muito menos desenvolvemos o produto sem contato com o cliente. 


Ao invés disso, desenvolvemos incrementalmente, isto é, o produto é feito aos poucos e entregue constantemente. Desta forma, toda mudança é bem-vinda, pois o projeto está em desenvolvimento e não foi concluído por completo.


Um dos principais pontos na Metodologia Ágil é a possibilidade de a equipe ser auto gerenciável: não há necessidade de um gerente e sim um líder, que tem o papel de facilitador. A equipe e a comunicação entre os membros e o cliente são crucial para o sucesso das metodologias ágeis, e para isso as equipes pequenas tornam-se fatores de sucesso. As equipes pequenas reduzem problemas de conflitos, comunicação, entre outros. 


As metodologias ágeis contribuem para que as equipes enfrentem os eventos imprevistos considerando um projeto por meio de entregas incrementais e ciclos iterativos. Elas favorecem um processo de gestão de projetos que estimula a inspeção e os ajustes frequentes.

Qual a importância das metodologias ágeis?

As metodologias ágeis estão cada vez mais presentes no mercado de desenvolvimento de software quando o assunto é conseguir entregar trabalhos com mais qualidade e no prazo estabelecido. Elas já se tornaram uma necessidade estratégica.



Com ela, a qualidade na entrega de algum trabalho é garantida por haver uma melhor aplicação das práticas ideais, que é possível com a realização frequente de testes para cada uma das funcionalidades. Isso ajuda a identificar qualquer problema com antecedência de forma que o produto final possa ser entregue conforme o prazo estabelecido e as especificações acordadas com o cliente.

Software de maior qualidade

Como, durante o desenvolvimento do software, ele passa por diversos processos e fica em contato com o cliente para validação, é difícil não considerar que a sua qualidade melhorará. Por meio de todos esses processos, o produto final terá mais segurança a cada etapa do projeto com base em tudo que já foi realizado, testado e validado até então.

Mais independência e produtividade para a equipe

Essa otimização do tempo não é só vantajosa por economizar e realizar uma entrega mais rápida. Outra consequência positiva disso é ter uma maior rentabilidade da equipe. 


Desse modo, a equipe pode se tornar mais independente para lidar com os eventuais problemas de um projeto e aprender como solucioná-los. O resultado é mais produtividade e menos perda de tempo como poderia ocorrer com o uso das metodologias tradicionais.

Flexibilização dos softwares

Além disso, é muito comum que os clientes peçam para que haja alterações no produto. Por isso, a cada versão recebida, é possível que ele envie sugestões de alterações e os responsáveis pelas alterações já comecem a fomentá-las para as próximas fases do projeto.



Ou seja, para que uma mudança possa ocorrer e o cliente possa sair mais satisfeito, não é preciso que isso ocorra apenas na etapa final do projeto. Desse modo, o software desenvolvido se torna mais flexível.

Bom gerenciamento do risco

Claro que essa constante comunicação com o cliente e a flexibilidade para alterar o que ele pede tornam mais fácil gerenciar os riscos de um projeto. Isso porque o cliente tem um maior controle e pode identificar os possíveis problemas que um produto pode apresentar e reportá-los aos desenvolvedores para que sejam solucionados rapidamente.

Como as metodologias ágeis otimizam a gestão de projetos?

As metodologias ágeis têm como proposta economizar tempo na efetivação de diferentes atividades. Também apresentam um interesse em oferecer um desenvolvimento constante até que sejam alcançados os resultados. Para atingir suas propostas, elas contam com algumas características. 

A interatividade

O desenvolvimento deve focar no relacionamento entre as pessoas, que devem se envolver bem entre si. Além da relação com os processos, que são passíveis de mudança, as pessoas devem se conectar, trabalhando em conjunto para a produção dos mesmos efeitos.



O resultado é a intensa interatividade, pois toda a equipe deve atuar com consistência a fim de conquistar resultados satisfatórios. O cliente também deve integrar essa interatividade, assegurando a realização das expectativas.

A iteratividade

Interatividade e iteratividade não são a mesma coisa! A iteratividade se relaciona com as entregas incrementais, que ocorrem em períodos menores. Na administração convencional, o mais habitual é as etapas ocorrerem em cascatas e os resultados só são entregues no final de tudo.



Na gestão ágil, as coisas são diferentes porque se procura o trabalho contínuo em diferentes frentes, sendo que uma etapa influencia a seguinte. Assim, as entregas se realizam em pequenos períodos. O cliente pode acompanhar todo o processo, não se limita a analisar os resultados.

A flexibilidade

As metodologias ágeis também se destacam por sua flexibilidade. Já os métodos convencionais são muito rígidos, pois é importante manter-se dentro do que foi planejado, do escopo original.


A flexibilidade nos métodos ágeis é a palavra de ordem. A equipe deve se preparar para imprevistos e modificações, conforme se tornem necessárias. Algumas vezes, isso significa descobrir boa parcela do projeto justamente durante seu desenvolvimento e sua execução. Preparar-se para as transformações é fundamental na gestão ágil.

A transparência

Para garantir a satisfação dos clientes e para garantir o sucesso da equipe na execução, a transparência deve ser maximizada. Ainda que seja relevante nos métodos tradicionais, nas metodologias ágeis ela se torna ainda mais importante.


Os profissionais devem manter um bom nível de comunicação e entendimento sobre as tarefas que já foram efetuadas e as que ainda serão feitas. O cliente também deve ter esse conhecimento de modo a acompanhar ou não cada etapa.



A máxima transparência permite identificar com mais facilidade os conflitos e as melhores soluções.

Combinando estratégias ágeis em projetos SAP

Existem diversas estratégias de transformação ágil que podem ser desenvolvidas em projetos SAP, conforme exemplos abaixo:

Kanban

Sistema de controle e gestão do fluxo de produção/processos em empresas e projetos que usa cartões coloridos (post-its) para gestão visual. Proporciona uma boa comunicação e andamento do trabalho em tempo real.



Também gera engajamento com o time e demonstra a evolução ou problemas enfrentados. Pode ser adaptado para uso em times de desenvolvimento SAP, testes integrados e usuário ou mapeamento de processos em um BBP, por exemplo.

Daily Meeting

É a ferramenta contra problemas de má comunicação, momento em que o time compartilha informações e identifica eventuais barreiras. Os membros do time se reúnem por 15 minutos diariamente e respondem a três perguntas básicas:


  • O que você fez ontem?


  • O que você vai fazer hoje?



  • Você tem algum impedimento?


Esse é o momento do acompanhamento dos objetivos, para o time ganhar confiança e os três pilares da Metodologia Ágil se evidenciarem. São eles: a transparência, a inspeção e a adaptação.


Ele pode ser desenvolvido em todas as fases do projeto, para garantir assim a comunicação e a sinergia do time envolvido.

Product Backlog e Sprint Backlog

O Product Backlog é a única fonte de requisitos que contém o escopo do Projeto, conforme a priorização realizada pelo cliente. Após essa determinação, se parte para a Sprint Backlog, onde a partir das priorizações, o time realiza todas as atividades técnicas a serem realizadas e, consequentemente, temos a estimativa do que poderá ser feito no decorrer do processo.



Podemos adequar esse trabalho para o mundo SAP, trazendo as melhores práticas para a etapa de realização, onde, a partir da definição do escopo (BBP), realizamos a priorização das entregas e, em alinhamento com o time, adequamos as etapas de especificação funcional e desenvolvimento, trabalhando com o que deve ser feito, conforme priorização e estimativas de trabalho.

Sprint Review

Sprint Review é o momento onde somos responsáveis por apresentar os entregáveis planejados na última Sprint. O intuito é apresentar as funcionalidades aos clientes.


Podemos adequar esse overview da funcionalidade algumas semanas antes da entrega de valor ao cliente. Grande parte dos projetos SAP trabalha com escopo fechado, de modo que o intuito em apresentar a funcionalidade ao usuário antes do período de testes integrados servirá para conter as expectativas, alinhar ajustes finos da funcionalidade e, se necessário, avaliar manobras de solicitação de mudança para endereçar possíveis necessidades adicionais.


O fato é que, com as devidas adaptações e modelagem, o agile pode ser utilizado em todo e qualquer projeto ou demanda de SAP.


O aspecto mais importante para viabilizar isso não foge muito a regra, boas práticas, mas com alguns pontos muito importantes que devem ser observados quando adotar um método ágil para SAP que são:


  • Planejamento efetivo da implantação do método 


  • Iniciar pequeno pensando grande, ou seja, implantar em modo MVP (Produto Minimamente Viável) ou POC (prova de conceito) em uma área ou célula para experimentar e aprender a trabalhar nesse modelo


  • Reuniões e planejamentos de sprint são essenciais e devem levar em consideração as dependências e integrações do SAP


  • Treinamento para os envolvidos, mas não no sentido de treina-los para saber o que é agile, mas sim, para que sejam agentes de transformação cultural da empresa e levem a mensagem das vantagens do método para demais áreas


  • Possuir a figura do QA Agile, que será o responsável pelos testes quando o método estiver rodando, mas no primeiro momento será o interlocutor e mecanismo de conexão com as áreas de negócios envolvidas na iniciativa para que assim mesmo que uma área não tenha visibilidade do processo como um todo consiga enxergar como a solução será entregue atuando no papel de um intra-empreendedor


  • Trabalhar bem o conceito e alinhar expectativas em relação aos benefícios, definir KPIs e métricas que devem ser medidas, acompanhadas e aferidas para comprovar sua eficácia


  • Executar as sessões de design thinking para prototipar as soluções antes do desenvolvimento efetivo das mesmas como forma de alinhar expectativas


  • Sempre considerar a real dor do negócio, não se limite a atuação de um coletor de requerimentos, entenda como resolver o problema e para isso, considere também a jornada do usuário


  • O controle do escopo é essencial e suas variações requerem alto componente de confiança entre os parceiros e clientes durante atividades de estimativas, produtividade e manutenção do backlog


  • Execução de um assessment para entender o nível de maturidade, conhecimento e nível cultural Agil da companhia


  • Reorganização do time para adoção do mindset ágil



  • Planejamento de backlog considerando a priorização de itens críticos para o negócio e que gerem maior valor para a organização

Blog LIT Solutions

Por Pedro otani 9 de setembro de 2026
Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço. Como um TMS pode contribuir para a redução dos custos de transporte? A relação entre TMS e redução de custos precisa ser analisada com cuidado. A tecnologia, isoladamente, não garante economia. O resultado depende da qualidade dos processos , dos dados utilizados, das regras configuradas e da capacidade da empresa de utilizar as informações produzidas pelo sistema. O ganho potencial aparece quando o TMS permite controlar fatores que influenciam diretamente o custo da operação. Um dos exemplos mais claros está na consolidação de cargas. Ao identificar remessas compatíveis e planejar seu agrupamento, a empresa pode aumentar a ocupação dos veículos e reduzir a quantidade de viagens necessárias, desde que as condições de prazo e serviço sejam preservadas. O planejamento também pode considerar diferentes alternativas de rota, transportadores, modalidades e recursos disponíveis. Em uma operação com grande quantidade de entregas, essa capacidade ajuda a reduzir decisões tomadas isoladamente, permitindo avaliar o conjunto da demanda antes da execução. Outro ponto está na contratação e no gerenciamento de transportadores. Com informações centralizadas sobre tarifas, contratos, prazos, regiões atendidas e desempenho, a empresa passa a ter melhores condições para comparar alternativas e acompanhar se aquilo que foi contratado corresponde ao que está sendo executado. A gestão financeira do frete completa esse ciclo. Ao comparar valores planejados, contratados e efetivamente faturados, torna-se possível identificar divergências, estruturar processos de conferência, apoiar a liquidação de frete e analisar o custo por rota, transportador, cliente, região ou tipo de operação. Portanto, a contribuição de um TMS para o controle de custos ocorre por diferentes frentes: · Planejamento mais estruturado de cargas e rotas; · Consolidação de remessas compatíveis; · Melhor utilização da capacidade dos veículos; · Seleção de transportadores conforme critérios definidos; · Controle de contratos, tarifas e condições negociadas; · Acompanhamento do desempenho do transporte; · Conferência entre valores planejados, contratados e faturados; · Apoio à liquidação de frete; · Identificação de desvios e oportunidades de melhoria; Análise de indicadores por rota, transportador, cliente, região ou modalidade. Onde o SAP Transportation Management entra nessa gestão? O SAP Transportation Management , conhecido como SAP TM, é a solução de gerenciamento de transporte do ecossistema SAP . Sua função é apoiar processos relacionados ao planejamento e à execução do transporte, conectando informações de demanda, recursos, transportadores, custos e movimentação de cargas. Em empresas que já possuem um ambiente SAP, essa integração pode ser especialmente relevante, pois permite conectar o gerenciamento do transporte a outros processos corporativos. Ao mesmo tempo, é importante observar que o cenário SAP pode variar. Algumas operações ainda utilizam recursos clássicos de transporte em SAP ERP, como LE-TRA, enquanto empresas em evolução logística ou em ambientes S/4HANA podem avaliar o SAP TM conforme a complexidade da operação, a arquitetura e a estratégia de transformação. A adoção do SAP TM deve ser avaliada conforme volume, complexidade, modais, integração com o ecossistema SAP, modelo de contratação de frete e maturidade operacional. Veja os principais pontos onde há ganhos relevantes: Planejamento e consolidação O SAP TM pode apoiar a organização das demandas de transporte, considerando restrições operacionais, capacidade, prazos, recursos disponíveis, características da carga e regras definidas pela empresa. A consolidação permite avaliar quais remessas podem ser agrupadas de acordo com as características da operação. O objetivo é encontrar combinações que façam sentido operacionalmente, sem comprometer as condições de serviço estabelecidas. Em operações com grande volume de pedidos, múltiplos destinos ou diferentes modalidades, essa capacidade ajuda a transformar o planejamento de transporte em um processo mais estruturado e menos dependente de decisões manuais. Gestão de transportadores e contratação A gestão de transportadores envolve administrar contratos, tarifas, condições comerciais, disponibilidade, regiões atendidas, nível de serviço e desempenho. Ao estruturar essas informações no sistema, a empresa passa a ter uma base mais consistente para definir critérios de contratação e acompanhar os resultados obtidos com cada parceiro. Isso permite analisar não apenas o menor custo, mas também a aderência do transportador à operação: cumprimento de prazos, ocorrência de atrasos, qualidade da execução, atendimento por região e aderência às condições contratadas. Execução e visibilidade Depois que o transporte é planejado, a operação precisa ser acompanhada. O SAP TM oferece recursos para apoiar a execução e o monitoramento dos processos de transporte, permitindo registrar eventos e acompanhar o andamento das movimentações. Essa visibilidade é especialmente relevante em operações nas quais atrasos, desvios ou ocorrências precisam ser identificados rapidamente. Gestão e liquidação do frete O controle financeiro também faz parte da gestão do transporte. Valores planejados, contratados, executados e faturados precisam ser confrontados para que inconsistências sejam identificadas. Com essas informações centralizadas, a empresa consegue reduzir a dependência de conferências manuais e criar uma base mais confiável para analisar o custo do transporte. Na prática, o SAP TM pode apoiar processos como cálculo de frete, conferência de cobranças, identificação de divergências, liquidação de frete e integração com processos financeiros e contábeis, conforme a arquitetura e o escopo definidos no projeto. Esse ponto é importante porque a redução de custos não depende apenas de negociar melhor. Também depende de garantir que o que foi planejado, contratado, executado e cobrado esteja consistente. Integração com o ecossistema empresarial Um dos pontos relevantes do SAP TM está justamente na integração com o ambiente SAP e com outros sistemas utilizados pela organização. Dependendo da arquitetura adotada, informações de soluções como SAP S/4HANA, SAP EWM, SAP WM, SD, MM, FI/CO e sistemas externos podem participar dos fluxos relacionados ao transporte. Na prática, transporte não começa quando o caminhão sai. Ele se conecta com pedidos, disponibilidade de estoque, expedição, docas, carregamento, saída de mercadorias, faturamento, custo, provisão, pagamento e indicadores de nível de serviço. Além disso, integrações com transportadores, plataformas externas, portais logísticos, ferramentas de rastreamento e parceiros podem ser estruturados conforme as necessidades do projeto. Assim, o TMS passa a fazer parte de uma arquitetura maior de gestão, em vez de funcionar como uma ferramenta isolada. Como saber se uma empresa tem aderência ao SAP TM? A decisão de implementar um TMS precisa partir da realidade da operação. Nesse sentido, uma empresa com poucas entregas, baixa dispersão geográfica e processos simples pode não apresentar o mesmo nível de necessidade de uma organização que administra milhares de embarques, diferentes modalidades, múltiplas origens e destinos e dezenas de transportadores. Por isso, alguns critérios devem ser analisados antes da decisão: · Volume de transporte: quanto maior a quantidade de remessas, coletas e movimentações administradas, maior tende a ser a necessidade de automatizar decisões que seriam difíceis de sustentar manualmente. · Complexidade: operações com diferentes modais, restrições de carga, múltiplas origens e destinos ou requisitos específicos de entrega demandam maior capacidade de planejamento. · Quantidade e diversidade de transportadores: administrar diferentes contratos, tarifas, níveis de serviço e modelos de operação aumenta a necessidade de centralização e controle. · Dispersão geográfica: quanto mais distribuída estiver a operação, maior tende a ser a dificuldade de manter uma visão consolidada sobre rotas, entregas, recursos e custos. · Integração: empresas que precisam conectar transporte a ERP, gestão de armazéns, pedidos, faturamento ou sistemas de parceiros devem avaliar cuidadosamente a arquitetura de integração. · Maturidade operacional: tecnologia não substitui processos mal definidos. Antes da implementação, é importante compreender como a operação funciona, quais regras precisam ser padronizadas e quais indicadores devem ser acompanhados. Esses critérios ajudam a definir se o SAP TM faz sentido para o momento da empresa, qual escopo deve ser priorizado e quais integrações serão necessárias para sustentar o processo de ponta a ponta. O que é TMS e como a LIT Solutions pode apoiar sua operação? Entender o que é TMS significa compreender que a tecnologia atua como uma estrutura para organizar decisões que atravessam todo o transporte, desde o planejamento e a consolidação até a execução, o acompanhamento, a conferência de frete e a gestão dos custos. No caso do SAP TM, a integração com o ecossistema SAP amplia essa capacidade, permitindo conectar a gestão do transporte a processos corporativos que já fazem parte da operação. A LIT Solutions atua na implementação de soluções SAP para logística, supply chain e operações integradas, apoiando empresas na avaliação de processos, definição de escopo, desenho de arquitetura, integração e estruturação de projetos relacionados à gestão de transportes. Nossa abordagem considera que o ganho não está apenas em ativar funcionalidades do TM, mas em redesenhar como pedidos, entregas, cargas, transportadores, custos, eventos logísticos, faturamento e indicadores fluem de ponta a ponta. Esse olhar é especialmente importante em ambientes nos quais transporte se conecta com armazém, expedição, faturamento, gestão financeira e relacionamento com transportadores. Se sua empresa enfrenta dificuldades para controlar custos de frete, planejar cargas, administrar transportadores ou obter visibilidade sobre as entregas, o primeiro passo é entender onde estão os gargalos da operação e quais capacidades tecnológicas realmente fazem sentido para o cenário atual. Converse com a LIT Solutions e avalie como o SAP TM pode se integrar à estratégia de gestão de transportes da sua empresa.
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