O que é Metodologia Ágil?

Ruth Dicker • April 29, 2021

Os diferentes métodos que compõem todo o escopo da Metodologia Ágil revolucionaram a área de desenvolvimento de software a aumentaram significativamente a performance dos times desenvolvedores. Desde então, essa metodologia passou a ser implementada, de maneira fragmentada, muitas vezes, em outras áreas, principalmente na Gestão de Projetos:

O que é Metodologia Ágil?

A metodologia ágil é um conjunto de práticas que visam permitir, por meio de inspeção e adaptações frequentes, entregas rápidas, com qualidade e alinhadas à necessidade do cliente e da empresa. Metodologia Ágil possui a seguinte base:


  • Os indivíduos e as interações são mais importantes do que os processos e as ferramentas;


  • O software funcionando é mais importante do que uma documentação completa;


  • A colaboração com e dos clientes acima de apenas negociações de contratos e;


  • Respostas a mudanças acima de seguir um plano.


O desenvolvimento Ágil é incremental, ou seja, não se faz um plano completo com tudo que devemos fazer para depois iniciar o desenvolvimento, muito menos desenvolvemos o produto sem contato com o cliente. 


Ao invés disso, desenvolvemos incrementalmente, isto é, o produto é feito aos poucos e entregue constantemente. Desta forma, toda mudança é bem-vinda, pois o projeto está em desenvolvimento e não foi concluído por completo.


Um dos principais pontos na Metodologia Ágil é a possibilidade de a equipe ser auto gerenciável: não há necessidade de um gerente e sim um líder, que tem o papel de facilitador. A equipe e a comunicação entre os membros e o cliente são crucial para o sucesso das metodologias ágeis, e para isso as equipes pequenas tornam-se fatores de sucesso. As equipes pequenas reduzem problemas de conflitos, comunicação, entre outros. 


As metodologias ágeis contribuem para que as equipes enfrentem os eventos imprevistos considerando um projeto por meio de entregas incrementais e ciclos iterativos. Elas favorecem um processo de gestão de projetos que estimula a inspeção e os ajustes frequentes.

Qual a importância das metodologias ágeis?

As metodologias ágeis estão cada vez mais presentes no mercado de desenvolvimento de software quando o assunto é conseguir entregar trabalhos com mais qualidade e no prazo estabelecido. Elas já se tornaram uma necessidade estratégica.



Com ela, a qualidade na entrega de algum trabalho é garantida por haver uma melhor aplicação das práticas ideais, que é possível com a realização frequente de testes para cada uma das funcionalidades. Isso ajuda a identificar qualquer problema com antecedência de forma que o produto final possa ser entregue conforme o prazo estabelecido e as especificações acordadas com o cliente.

Software de maior qualidade

Como, durante o desenvolvimento do software, ele passa por diversos processos e fica em contato com o cliente para validação, é difícil não considerar que a sua qualidade melhorará. Por meio de todos esses processos, o produto final terá mais segurança a cada etapa do projeto com base em tudo que já foi realizado, testado e validado até então.

Mais independência e produtividade para a equipe

Essa otimização do tempo não é só vantajosa por economizar e realizar uma entrega mais rápida. Outra consequência positiva disso é ter uma maior rentabilidade da equipe. 


Desse modo, a equipe pode se tornar mais independente para lidar com os eventuais problemas de um projeto e aprender como solucioná-los. O resultado é mais produtividade e menos perda de tempo como poderia ocorrer com o uso das metodologias tradicionais.

Flexibilização dos softwares

Além disso, é muito comum que os clientes peçam para que haja alterações no produto. Por isso, a cada versão recebida, é possível que ele envie sugestões de alterações e os responsáveis pelas alterações já comecem a fomentá-las para as próximas fases do projeto.



Ou seja, para que uma mudança possa ocorrer e o cliente possa sair mais satisfeito, não é preciso que isso ocorra apenas na etapa final do projeto. Desse modo, o software desenvolvido se torna mais flexível.

Bom gerenciamento do risco

Claro que essa constante comunicação com o cliente e a flexibilidade para alterar o que ele pede tornam mais fácil gerenciar os riscos de um projeto. Isso porque o cliente tem um maior controle e pode identificar os possíveis problemas que um produto pode apresentar e reportá-los aos desenvolvedores para que sejam solucionados rapidamente.

Como as metodologias ágeis otimizam a gestão de projetos?

As metodologias ágeis têm como proposta economizar tempo na efetivação de diferentes atividades. Também apresentam um interesse em oferecer um desenvolvimento constante até que sejam alcançados os resultados. Para atingir suas propostas, elas contam com algumas características. 

A interatividade

O desenvolvimento deve focar no relacionamento entre as pessoas, que devem se envolver bem entre si. Além da relação com os processos, que são passíveis de mudança, as pessoas devem se conectar, trabalhando em conjunto para a produção dos mesmos efeitos.



O resultado é a intensa interatividade, pois toda a equipe deve atuar com consistência a fim de conquistar resultados satisfatórios. O cliente também deve integrar essa interatividade, assegurando a realização das expectativas.

A iteratividade

Interatividade e iteratividade não são a mesma coisa! A iteratividade se relaciona com as entregas incrementais, que ocorrem em períodos menores. Na administração convencional, o mais habitual é as etapas ocorrerem em cascatas e os resultados só são entregues no final de tudo.



Na gestão ágil, as coisas são diferentes porque se procura o trabalho contínuo em diferentes frentes, sendo que uma etapa influencia a seguinte. Assim, as entregas se realizam em pequenos períodos. O cliente pode acompanhar todo o processo, não se limita a analisar os resultados.

A flexibilidade

As metodologias ágeis também se destacam por sua flexibilidade. Já os métodos convencionais são muito rígidos, pois é importante manter-se dentro do que foi planejado, do escopo original.


A flexibilidade nos métodos ágeis é a palavra de ordem. A equipe deve se preparar para imprevistos e modificações, conforme se tornem necessárias. Algumas vezes, isso significa descobrir boa parcela do projeto justamente durante seu desenvolvimento e sua execução. Preparar-se para as transformações é fundamental na gestão ágil.

A transparência

Para garantir a satisfação dos clientes e para garantir o sucesso da equipe na execução, a transparência deve ser maximizada. Ainda que seja relevante nos métodos tradicionais, nas metodologias ágeis ela se torna ainda mais importante.


Os profissionais devem manter um bom nível de comunicação e entendimento sobre as tarefas que já foram efetuadas e as que ainda serão feitas. O cliente também deve ter esse conhecimento de modo a acompanhar ou não cada etapa.



A máxima transparência permite identificar com mais facilidade os conflitos e as melhores soluções.

Combinando estratégias ágeis em projetos SAP

Existem diversas estratégias de transformação ágil que podem ser desenvolvidas em projetos SAP, conforme exemplos abaixo:

Kanban

Sistema de controle e gestão do fluxo de produção/processos em empresas e projetos que usa cartões coloridos (post-its) para gestão visual. Proporciona uma boa comunicação e andamento do trabalho em tempo real.



Também gera engajamento com o time e demonstra a evolução ou problemas enfrentados. Pode ser adaptado para uso em times de desenvolvimento SAP, testes integrados e usuário ou mapeamento de processos em um BBP, por exemplo.

Daily Meeting

É a ferramenta contra problemas de má comunicação, momento em que o time compartilha informações e identifica eventuais barreiras. Os membros do time se reúnem por 15 minutos diariamente e respondem a três perguntas básicas:


  • O que você fez ontem?


  • O que você vai fazer hoje?



  • Você tem algum impedimento?


Esse é o momento do acompanhamento dos objetivos, para o time ganhar confiança e os três pilares da Metodologia Ágil se evidenciarem. São eles: a transparência, a inspeção e a adaptação.


Ele pode ser desenvolvido em todas as fases do projeto, para garantir assim a comunicação e a sinergia do time envolvido.

Product Backlog e Sprint Backlog

O Product Backlog é a única fonte de requisitos que contém o escopo do Projeto, conforme a priorização realizada pelo cliente. Após essa determinação, se parte para a Sprint Backlog, onde a partir das priorizações, o time realiza todas as atividades técnicas a serem realizadas e, consequentemente, temos a estimativa do que poderá ser feito no decorrer do processo.



Podemos adequar esse trabalho para o mundo SAP, trazendo as melhores práticas para a etapa de realização, onde, a partir da definição do escopo (BBP), realizamos a priorização das entregas e, em alinhamento com o time, adequamos as etapas de especificação funcional e desenvolvimento, trabalhando com o que deve ser feito, conforme priorização e estimativas de trabalho.

Sprint Review

Sprint Review é o momento onde somos responsáveis por apresentar os entregáveis planejados na última Sprint. O intuito é apresentar as funcionalidades aos clientes.


Podemos adequar esse overview da funcionalidade algumas semanas antes da entrega de valor ao cliente. Grande parte dos projetos SAP trabalha com escopo fechado, de modo que o intuito em apresentar a funcionalidade ao usuário antes do período de testes integrados servirá para conter as expectativas, alinhar ajustes finos da funcionalidade e, se necessário, avaliar manobras de solicitação de mudança para endereçar possíveis necessidades adicionais.


O fato é que, com as devidas adaptações e modelagem, o agile pode ser utilizado em todo e qualquer projeto ou demanda de SAP.


O aspecto mais importante para viabilizar isso não foge muito a regra, boas práticas, mas com alguns pontos muito importantes que devem ser observados quando adotar um método ágil para SAP que são:


  • Planejamento efetivo da implantação do método 


  • Iniciar pequeno pensando grande, ou seja, implantar em modo MVP (Produto Minimamente Viável) ou POC (prova de conceito) em uma área ou célula para experimentar e aprender a trabalhar nesse modelo


  • Reuniões e planejamentos de sprint são essenciais e devem levar em consideração as dependências e integrações do SAP


  • Treinamento para os envolvidos, mas não no sentido de treina-los para saber o que é agile, mas sim, para que sejam agentes de transformação cultural da empresa e levem a mensagem das vantagens do método para demais áreas


  • Possuir a figura do QA Agile, que será o responsável pelos testes quando o método estiver rodando, mas no primeiro momento será o interlocutor e mecanismo de conexão com as áreas de negócios envolvidas na iniciativa para que assim mesmo que uma área não tenha visibilidade do processo como um todo consiga enxergar como a solução será entregue atuando no papel de um intra-empreendedor


  • Trabalhar bem o conceito e alinhar expectativas em relação aos benefícios, definir KPIs e métricas que devem ser medidas, acompanhadas e aferidas para comprovar sua eficácia


  • Executar as sessões de design thinking para prototipar as soluções antes do desenvolvimento efetivo das mesmas como forma de alinhar expectativas


  • Sempre considerar a real dor do negócio, não se limite a atuação de um coletor de requerimentos, entenda como resolver o problema e para isso, considere também a jornada do usuário


  • O controle do escopo é essencial e suas variações requerem alto componente de confiança entre os parceiros e clientes durante atividades de estimativas, produtividade e manutenção do backlog


  • Execução de um assessment para entender o nível de maturidade, conhecimento e nível cultural Agil da companhia


  • Reorganização do time para adoção do mindset ágil



  • Planejamento de backlog considerando a priorização de itens críticos para o negócio e que gerem maior valor para a organização

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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