O processo de inventário e sua importância

André Fiusa • January 27, 2023

O processo de inventário e sua importância

Por anos a logística supre as necessidades das pessoas, fornecendo serviços com cada vez mais qualidade e eficiência. Atender a um pedido torna as empresas um “gênio da lâmpada” para o grande público, e mais do que isso, supre e molda a vida dos consumidores diariamente, seja através de alimentos, suprimentos básicos e até mesmo por meio das últimas tecnologias do mercado. Para tal, desde sempre a logística busca minimizar os erros internos de seus processos, a fim de que se ofereça constantemente um serviço competitivo e que satisfaça o público e a indústria. Visando esse objetivo, o processo de inventário foi uma solução desenvolvida capaz de minimizar os erros em relação a pedidos.


Para que haja um serviço de qualidade, uma empresa precisa ser capaz de garantir a entrega do produto que está ofertando, considerando a sua busca e o quanto o seu estoque é capaz de oferecer. Para um controle adequado dessas variáveis, muitas ferramentas são usadas, como por exemplo o MRP e do MRP II, que cuidam para que o estoque esteja sempre em rotação eficiente, evitando compras desnecessárias ou a falta de produtos em épocas de alta procura. 

E quando um estoque sofre com avarias e com perdas? E se um sistema mostra ao consumidor mais do que a empresa pode oferecer? E se um pedido é feito e a empresa não consegue atendê-lo? Para todos esses casos, avaliações de robustez e satisfação do cliente diante do serviço ofertado, assim como a de eficácia da operação, caem drasticamente, desvalorizando a empresa e fazendo com que a busca pelo seu serviço diminua por parte dos seus consumidores.

A importância de possuir um MRP ativo é a mesma de possuir um processo de inventário ativo. Conhecer as suas perdas é um modo eficaz de gerar tratativas ao erro, e mesmo que o MRP seja capaz de gerenciar as demandas de produtos e realizar um controle de estoque, é o processo de inventário que vai evidenciar diferenças entre o saldo contábil e o estoque físico.

Para reduzir esses impactos, o processo de inventário surge como uma opção para cuidar das quantidades de materiais e das suas localizações. Através de técnicas avançadas de controle são realizados diversos processos entre contagens e aprovações, em que todos os materiais são contabilizados, eventualmente por mais de uma vez, para que depois a quantidade real verificada possa ser inserida de volta ao sistema, corrigindo inclusive o valor anterior, caso ele estivesse errado. Em uma operação bem edificada, o processo de inventário pode ser realizado de uma só vez para todo o estoque, o que é conhecido como inventário geral ou periódico, ou de maneira periódica tratando os materiais um a um durante um período de tempo maior com intervalos menores para os materiais.

Para realizar esses processos citados, a ajuda da tecnologia é mais que bem-vinda. Com o auxílio de leitores de código de Barras ou leitores RFID alinhados a um sistema de gerenciamento eficiente, os processos se tornam ainda mais simples, já que há uma facilidade na inserção de dados, além de um monitoramento e acompanhamento maior dos mesmos processos sendo realizados. Além da tecnologia, é importante que a equipe que vá realizar o inventário esteja ciente e bem treinada de como executar a tarefa. Com isso, o processo que duraria extensos períodos pode ser realizado em menor tempo, e a empresa, que sofreria com os problemas de um estoque desbalanceado e mal contabilizado, tem agora o cenário real do que pode ofertar aos seus consumidores e o que deve adquirir para suprir baixas.

Realizar o inventário de estoque dos materiais é uma das práticas mais importantes para a companhia manter controle sobre tudo o que tem estocado, até mesmo para evitar problemas com autoridades fiscais, visto que as inconsistências entre o saldo sistêmico e o estoque físico podem gerar multas e serem vistas como tentativas de fraude. Em uma avaliação de maneira geral, independentemente do tamanho ou ramo de atuação de uma empresa, o processo de inventário de estoque é essencial para uma gestão otimizada e eficiente, superando falhas humanas e erros sistêmicos, elevando o valor e a qualidade do serviço ofertado, a fim de trazer cada vez mais consumidores e estabelecer relações mais duradouras com fornecedores e clientes.

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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