Qual o momento de investir na Logística 4.0?

Alexandre Braga • October 28, 2021

Entenda o conceito de Logística 4.0 e porque é hora de investir em tecnologia para este setor.

O avanço da aplicação de recursos tecnológicos para otimizar processos logísticos possibilitou o ganho de velocidade, eficiência e redução de custos nas operações. O mercado atual e a concorrência entre as empresas que fornecem serviços em todas as etapas da cadeia logística têm acelerado a demanda da implementação dessas tecnologias, muito influenciada pela transformação digital e automação que a indústria, o comércio e o próprio modo de vida das pessoas sofreram nos últimos anos.


A demanda por compras de mercadorias de qualquer lugar do mundo com possibilidade de entrega em poucos dias ou horas, em comparação com a realidade de esperar meses a uns 5 anos atrás, exige essa atualização para a própria sobrevivência dessas empresas.

O que é a Logística 4.0?

Acompanhando a evolução da Indústria 4.0, surge a Logística 4.0, que hoje já é uma realidade não só nas economias desenvolvidas, mas em escala global. A Indústria 4.0 é alimentada pela Internet das Coisas (IoT) e pelos sistemas inteligentes e autônomos que monitoram e controlam as etapas físicas da produção, tornando inteligente também a cadeia de suprimentos e os sistemas de ERP em geral.

 

Todo esse ecossistema digital eleva exponencialmente seu nível de visibilidade e controle, tornando-se parte importante da transformação digital de qualquer empresa que pretenda atender o mercado globalizado.


A computação em nuvem é outra das peças-chave da transformação digital, sendo a base para as tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning e IoT, proporcionando às empresas os meios para inovarem, permitindo a comunicação e coordenação entre os sistemas envolvidos. 


Dispositivos, robôs, equipamentos e produtos, usam sensores e etiquetas RFID ou Bluetooth para fornecerem dados em tempo real sobre suas condições, desempenho ou localização. A exemplo disso, já temos drones de escaneamento de estoque e robôs móveis autônomos para operações de separação e colocação (pick-and-place), capazes de executar tarefas difíceis e delicadas, reconhecer, analisar e atuar sobre informações recebidas em tempo real do ambiente.

Quais as vantagens de implementar essas tecnologias?

A adoção de tecnologias na logística traz uma série de vantagens para as empresas, como por exemplo:


  • Maior precisão na análise de dados, permitindo a implementação de soluções de Business intelligence (BI), com controle interativo e painéis de dashboard;


  • Maior controle e monitoramento em tempo real sobre os produtos, reduzindo significativamente perdas e extravios, através de permitir soluções de automatização de processos e sistema de gerenciamento de armazém e transportes (WMS e TMS);


  • Redução de custos operacionais e aumento nos lucros, com o aumento da eficácia dos processos logísticos através da automação e da redução de falhas e retrabalhos;


  • Aumento da satisfação dos clientes pela melhoria da qualidade dos serviços, redução dos prazos de entrega e preços mais competitivos, características atrativas também para a aquisição de novos clientes;


  • Tudo isso torna as empresas que já atuam com a Logística 4.0 mais regulares e confiáveis, capazes de projetar e modificar produtos rapidamente, evitando tempo ocioso de equipamentos, atualizando-se sobre as preferências dos clientes, rastreando produtos e estoques dentre várias outras vantagens.

Por que preciso atualizar a logística da minha empresa?

Seguindo as revoluções sofridas pela indústria desde o séc. XVIII, onde as melhorias dos processos geraram aumento da produção e, consequentemente, maior capacidade de armazenagem e escoamento, a necessidade de atualização da logística é uma exigência quase imediata para não se tornar um gargalo dentro da cadeia produtiva. 


Afinal, de que adianta produzir em maior escala se a logística não é capaz de gerenciar nem distribuir a produção em tempo hábil? Acrescente a isso a velocidade com que a informação é processada hoje, desde a Inteligência Comercial, passando pelas métricas produtivas, rastreabilidade em real time pelo próprio cliente final até as respostas dos mercados consumidores sobre aceitação ou rejeição dos produtos e serviços recebidos. 


Esse já é o cenário atual e se atualizar para atendê-lo não é mais um diferencial, mas um requisito de sobrevivência, ainda mais quando se trata de mercados a nível global ou mesmo nacional.

Quais os desafios esperados?

Para a adoção das tecnologias ligadas à Logística 4.0, tão importante quanto o investimento em sistemas e equipamentos é a adaptação da cultura organizacional da empresa, pois envolve uma transformação da forma como os processos são elaborados, monitorados e executados. 


No entanto, é necessário estar claro para todos os envolvidos, desde os gestores até a operação, que essa transformação é para melhor, sendo fundamental para o crescimento da empresa e manter sua competitividade no mercado.


Como diz o ditado popular: “as mesmas ações levam aos mesmos resultados”. Portanto, o que “sempre foi feito assim e funcionou bem”, pode não gerar mais os resultados suficientes nem para a empresa, nem para os clientes. Claro que uma mudança desse porte não será feita da noite para o dia, mas quanto antes as primeiras etapas iniciarem, mais rápido elas acontecerão.

O que é preciso para preparar minha empresa para a Logística 4.0?

Em primeiro lugar, é importante investigar se os atuais processos da cadeia logística da empresa permitem o uso das novas tecnologias. É muito comum que alguns necessitem adaptar-se, a fim de que sistema e operação conversem numa mesma linguagem, refletindo na digitalização real desses processos, sem necessidade de “jeitinhos”. 


Daí o valor das consultorias, com seu know-how sobre o que é possível ou não ser mantido para que não se automatize processos falhos, desatualizados ou que já não geram a eficácia almejada. 


Assim, a partir de uma imersão nos processos da cadeia logística de cada empresa, é possível definir com assertividade as tecnologias mais adequadas para alinhar a Inteligência Logística ao seu negócio.


Outro ponto de igual importância é alinhar os sistemas de gestão aos processos definidos. De nada adianta otimizar os processos se o sistema não é capaz de digitalizá-los ou automatizá-los. Procure profissionais e empresas altamente qualificados para garantir a eficácia dos sistemas, evitando frustrações ou retrabalhos de configuração futuros, aumentando significativamente os custos finais do processo transformação digital.

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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