Logística verde: a necessidade e os benefícios da sustentabilidade na cadeia logística

André Fiusa • September 30, 2021

Entenda como o conceito de ‘logística verde’ impacta os processos de ponta a ponta.

Considerando os fatores climáticos que nosso planeta vem sofrendo nos últimos anos ‒ poluição da água, do ar e do solo, o desmatamento, o depósito e disposição de lixo em locais inadequados, a caça e a pesca predatórias, o desperdício de alimentos e de recursos naturais e o aquecimento global ‒ o setor logístico vem adequando aos seus inúmeros métodos e regras a variável de sustentabilidade, dando origem ao que é conhecido como Logística Verde (também chamado de eco logística, logística ambiental ou logística sustentável).


Para caracterizar a logística verde, é necessário levar em consideração que muitos dos métodos que já vinham sendo aplicados anteriormente também foram "peneirados'' nessa análise, pois apesar de não terem o mesmo objetivo primário, caminham juntos quando se olha pelo ponto de vista da sustentabilidade. 


Ao se levar em consideração, por exemplo, o estudo de tempo de Frederick Winslow Taylor com o trabalho de Estudo de Movimento de Frank e Lillian Gilbreth, temos a ideia primária de reduzir desperdícios, mas ela recebe um selo verde de menos desperdício de energia e menor impacto ambiental. 


A técnica de MUDA MURA MURI, como outro exemplo, busca estabelecer parâmetros que não imponham uma sobrecarga em uma operação ou no uso desnecessário de energia, assim encontrando um fluxo de operação eficiente e com a gestão em dia. 


Até mesmo no uso de KPIs (indicadores chave de desempenho), quando as métricas e índices que têm à disposição são objetivos SMART (Specific, Measurable, Achievable, Relevant e Time-bound ‒ aqueles que são específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e delimitados em um recorte de tempo), e dentre esses objetivos são levados em consideração os danos ao meio ambiente, pois recebem o mesmo selo verde.

No que consiste aplicar a Logística Verde? 

Uma vez que nos perguntamos isso, também nos questionamos onde se torna visível a aplicação da logística verde ao longo de todo supply chain. Em demonstração, temos:


  • Embalagens e produtos projetados a partir de materiais recicláveis;
  • Implantação e utilização de energias renováveis em fábricas, depósitos, centros de distribuição, transportes de mercadorias;
  • Controle da emissão de carbono, filtros de poluição do ar, solo, água e sonora, e desperdícios desnecessários de recursos; 
  • Uso e aplicação de uma logística reversa, viabilizando a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos; 
  • Dimensionamento adequado da volumetria de mercadorias ao tipo de transporte ideal, com análise de rotas e capacidade ideal a ser transportada, a fim de um meio de transporte não se deslocar sem levar em consideração esses detalhes. 


Apesar de ser apresentado o fator sustentável, é inviável para qualquer empresa a aplicação desses métodos se eles forem diretamente contra os lucros monetários. Mas o que muitos não sabem, por falta da difusão desse pensamento, é que quando uma boa logística vem alinhada à logística verde, a redução de custos e os lucros da empresa têm um ganho significativo. 


O trato da produção de matéria prima, de forma a conseguir produzir de maneira mais eficiente e menos destrutiva, pode assegurar a uma plantação, por exemplo, um solo nutrido para produzir novamente na próxima temporada. 


Nesse sentido, o reflexo de se comprometer com a causa global é o legado que é deixado pela empresa ao longo de sua história. Assumir a postura de pouco impacto ao meio ambiente agrega mais capacidade de movimentar a economia do mundo, uma vez que sem mundo não há economia.

 

Além disso, com a difusão das redes sociais e os inúmeros meios de comunicação, os consumidores estão muito mais preocupados sobre como uma empresa se posiciona como marca, seus valores e o que as mesmas representam. 


Ofertar produtos e serviços de boa qualidade ao consumidor sempre foi o foco, mas na era da informação, a adoção de práticas não ortodoxas tem como consequência a perda de credibilidade e diminuição da procura pelo consumidor, sendo a sustentabilidade um marketing positivo para as empresas. 


Por isso, é fundamental ter um plano estruturado e, como a sustentabilidade ainda não é quantificável e não existem métricas definidas para como aplicar logística verde, essa postura honesta e transparente é o que garantirá credibilidade no mercado.

Diferencial da Logística Verde

Todos os aspectos da logística verde estão relacionados à maneira como os recursos são utilizados. A visão dessa “pegada verde” gera cada vez mais aproveitamento completo de toda a sua matéria-prima. Todo custo de investimento nessas políticas traz consigo o retorno da credibilidade, apoio à preservação do meio e uma economia sustentável.

 

Analisando seus aspectos, a maior diferença entre a logística tradicional e a logística verde, é que na segunda há preocupação ambiental, que busca encontrar o equilíbrio entre o econômico e o ecológico.


Encontrar o equilíbrio em lucros e sustentabilidade, fazer bem para o meio ambiente enquanto você aumenta a sua competitividade e reduz seus custos de produção pode ser a peça-chave e o principal diferencial para os próximos tempos, já que cada vez mais consumidores optam por empresas ambientalmente engajadas, e pelo próprio ponto de vista da preservação, para construirmos um modelo de produção sustentável e que possa continuar.

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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