As mudanças na Tecnologia e o seu efeito na Logística

André Fiusa e Alexandre Braga • January 5, 2022

Não é segredo para aqueles que atuam no setor de logística que, nos últimos anos, as empresas e os contribuintes que quiseram se manter à frente e com um modelo competitivo passaram por grandes mudanças na sua forma de operar, principalmente por conta da evolução que a tecnologia vem passando. Com todas as especulações a respeito do que estar por vir, é importante estar ciente das próximas mudanças, como se adaptar e trazer essas novas tecnologias para seu modelo de operação.


A forma como nos relacionamos, consumimos, vivemos e produzimos está passando por profundas transformações, que tem como pano de fundo principal a conectividade. A chamada Indústria 4.0 – que tem esse nome por conta da Quarta Revolução Industrial – é um dos atores de destaque de toda essa transformação.


Isso também já é realidade para o mercado brasileiro. A realização do maior leilão de radiofrequências da América Latina, como definiu o Governo Federal, efetiva a chegada da tecnologia 5G no Brasil e fomenta investimentos no setor de telecomunicações. A garantia do governo é de que até julho de 2022 todas as capitais terão o 5G disponível.

A rede 5G e seu campo de possibilidades

 Dificilmente podemos começar a falar sobre esse assunto sem citar a tecnologia 5G. A rede 3G operava com velocidades a partir de 144 Kb por segundo. Na época, as tecnologias 3G permitiram às operadoras de rede oferecerem a seus usuários uma maior capacidade de rede por conta de uma melhoria na eficiência espectral. Na sequência, a rede 4G surgiu com velocidades que oscilam entre 100 Mb e 150 Mb por segundo. Isso possibilitou que os dados e informações fossem trocados de modo muito mais constante, seguro e veloz, permitindo o acesso à internet de forma ampla, com consumo de vídeos em alta definição, acessos a sites e comunicação por fotos, áudios e vídeos, o que impulsionou a indústria a focar seus esforços em desenvolver smartphones e dispositivos que abraçassem essa demanda. Com essas mudanças vieram a rastreabilidade e a segurança da informação como uma necessidade, a possibilidade de automação dentro da produção com dados sendo transmitidos e consultados em tempo real. Com a chegada da rede 5G e a promessa de 20 vezes mais velocidade que a própria 4G, a visão de mercado começa a bater cada vez mais nos protótipos e desenvolvimentos com IoT (Internet of Things – em tradução internet das coisas), beacons dentro das operações de Warehouse, emitindo em tempo real os dados de estoque e posição, possibilitando uma maior agilidade na operação de armazenagem, controle das etapas logísticas, saídas e o próprio transporte de mercadorias.


A conectividade entre máquinas, robôs, sensores e dispositivos, agilizará consideravelmente a produtividade, possibilitando linhas de produção totalmente interligadas de ponta a ponta, permitindo respostas instantâneas, trazendo ganhos com tomadas de decisões em tempo real.


Na área de Supply Chain, o principal destaque será dar vazão à transformação digital e à logística 4.0. Será possível aprimorar ganhos, especialmente na diminuição dos tempos de operação, planejamento de deslocamentos, otimização de espaços e custos, análise de dados mais aprofundada e impacto ambiental, que ainda esbarram em limitações de conectividade.

E-commerce em alta e seus efeitos

 De acordo com o relatório da Mastercard SpendingPulse, só no ano de 2020, o e-commerce nacional apresentou um crescimento de 75%, com setores chegando a 110% de crescimento. Segundo a ENEXT, 81% dos consumidores na região da América Latina consideraram o varejo on-line um fator essencial para o seu dia-a-dia, número que cresceu bastante a partir de 2020. Ao mesmo tempo, esse número representa 72% dos consumidores no restante do mundo. A maior parte desse público busca nesse modelo de consumo a conveniência, prazos de entrega reduzidos e custos baixos, o que influencia diretamente em como a operação deve se comportar. Só quem estiver atualizado poderá atender às demandas desse novo mercado de alta conectividade.

As vantagens do pioneirismo tecnológico

 Ainda hoje, é difícil acreditar no quanto a tecnologia tem evoluído rapidamente. Desde o início do século, a maneira que vivemos já passou por muitas mudanças por conta das facilidades que a tecnologia oferece. Por conta destas mudanças, aqueles que mantem a suas oportunidades abertas às ideias visionárias estão um passo à frente de modelos mais completos e com mais a oferecer.


Com o suporte de consultorias especializadas no planejamento e implantação de tecnologias suportadas por esse novo modelo de conectividade, será possível adiantar os processos em busca de mais qualidade e segurança nos serviços prestados.

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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