RFID e Beacons na logística - A praticidade alinhada à eficiência

André Fiusa • February 13, 2023

Existem várias tecnologias e soluções que podem ser usadas para aumentar a eficiência de uma operação logística, incluindo sistemas de gerenciamento, realidade aumentada, inteligência artificial e aprendizado de máquina. Cada solução tem seus próprios benefícios e pode ser combinada para atender às necessidades específicas de uma determinada operação. No entanto, duas dessas tecnologias têm se destacado entre as Grandes Companhias por seus resultados práticos alinhados à eficiência: estamos falando dos Beacons e dos coletores RFID (Radio Frequency Identification). 


Você sabe o que elas são?


Continue a leitura deste artigo e descubra o que é o RFID e o que são os Beacons na logística, e quais são os seus benefícios para a sua Empresa.

 


O que é RFID (Radio Frequency Identification)?



O RFID é uma tecnologia de identificação por radiofrequência que permite o rastreamento de objetos em movimento. No meio logístico, coletores RFID são usados para acompanhar a localização e a movimentação de itens, como paletes, caixas e produtos. Eles ajudam a melhorar a eficiência da operação, aumentam a visibilidade do inventário e reduzem erros de rastreamento. Além disso, os coletores RFID também podem fornecer informações valiosas sobre a velocidade e a eficiência da entrega, ajudando a prevenir perdas e roubo e a coletar dados sobre a temperatura, umidade e outros fatores ambientais que afetam a integridade dos produtos. Isso é especialmente importante para cargas sensíveis, como alimentos e medicamentos. 

 


Lembrando que...



Coletores RFID podem ser integrados a sistemas de gerenciamento de estoque e de logística (os ERP), o que permite uma visão em tempo real da localização e do estado dos itens em trânsito – ajudando a melhorar a eficiência da operação, a aumentar a velocidade de entrega e a reduzir os custos de armazenagem.

 

Coletores RFID são uma ferramenta valiosa para aprimorar a eficiência e a visibilidade na logística, além de fornecer informações valiosas para tomar decisões informadas sobre a operação.

 


Os benefícios do RFID para operações logísticas



Além de melhorar a eficiência da operação e aumentar a visibilidade do inventário, coletores RFID também podem agregar vários outros benefícios em uma operação logística, tais como:


  • Automatização de processos: os coletores RFID podem automatizar processos manuais, como a verificação de estoque, processos de conferência de separação e a contagem de inventário, reduzindo assim erros e aumentando a eficiência do processo.
  • Melhoria da precisão: ao usar coletores RFID, é possível obter uma visibilidade em tempo real da localização dos itens, orientando de maneira mais precisa e eficiente os colaboradores, o que ajuda a garantir a precisão das informações e a reduzir erros de rastreamento ao acompanhar e atualizar informações simultâneas do sistema de gerenciamento.
  • Otimização da cadeia de suprimentos: os coletores RFID podem ser usados também para acompanhar a movimentação de itens ao longo da cadeia de suprimentos, e isso ajuda a identificar pontos de atraso, a criar KPI’s (Key Performance Indicator) e a otimizar o fluxo de trabalho da operação.
  • Tomada de decisões informada: com a coleta de dados precisos, os coletores RFID permitem que as empresas tomem decisões informadas sobre a logística e suas operações, como onde alocar recursos e como otimizar a entrega.

 

Bem... Agora que você já sabe o que são os coletores RFID e quais são os seus benefícios, é preciso compreender igualmente o que são os Beacons e qual é a importância dessa tecnologia na logística da sua Empresa.

 


O que são os Beacons?



Vamos direto ao ponto: Beacons são dispositivos pequenos que emitem sinais de Bluetooth para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. 

 


Os benefícios dos Beacons na logística das empresas



Além de fornecerem informações precisas sobre a localização de itens, ajudando a melhorar a eficiência e a efetividade de qualquer operação logística, vários outros são os benefícios dos Beacons agregados às operações logísticas das empresas, como por exemplo:


  • Rastreamento preciso: Beacons podem ser usados para rastrear a localização de itens com precisão, incluindo a movimentação de paletes e caixas em armazéns e depósitos.
  • Melhoria da eficiência: ao usar beacons para rastrear itens, é possível melhorar a eficiência da operação, aumentando a velocidade da entrega e reduzindo erros.
  • Otimização da cadeia de suprimentos: os Beacons podem ser usados também para rastrear a posição de itens, máquinas e operadores ao longo da cadeia de suprimentos, o que ajuda a identificar pontos de atraso e a otimizar o fluxo de trabalho.
  • Tomada de decisões informada: com o uso de rastreio em tempo real, sistemas de GPS interno e a coleta de dados precisos, os Beacons permitem que as empresas tomem decisões informadas sobre a logística e a operação, como onde alocar recursos, geração de rotas para diminuir o tempo de deslocamento interno e geração de mapas quentes a respeito da utilização de um centro de depósito.

 


Conclusão



Ficou claro que tanto o RFID quanto os Beacons são ferramentas valiosas para melhorar a eficiência e a efetividade das operações logísticas, contudo, é importante frisarmos que apenas um time expert na execução dessas tecnologias é capaz de colocá-las em prática.



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Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. 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