Opções de implementação do SAP EWM no S/4HANA

Tarcísio Fernandes - Consultor SAP WM na LIT • May 13, 2022

Neste artigo conversaremos sobre quais opções de implantação estão disponíveis para o SAP EWM (versão SAP S/4HANA).


Para iniciar a nossa leitura vamos citar as implantações abaixo:


  • Cloud (em nuvem) – o software fica alojado em nuvem e fica disponível através da internet. Neste tipo de implementação, a SAP cuida da manutenção, atualização e segurança.
  • On Premise – a implementação de software é feita no centro de dados (data center) do cliente, conforme a escolha do mesmo. Neste tipo de implementação, a responsabilidade do software/hardware fica por conta da equipe do cliente.


Normalmente o custo/benefício da implementação do ERP “na nuvem” é melhor. Pois, geralmente não precisa de aquisições de hardware e nem contratação de mão-de-obra especializada por parte do cliente. O fornecedor fica responsável por toda implementação (instalação, manutenção, segurança, mão-de-obra) ao sistema integrado.


A tendência pela preferência por ERP “na nuvem” continuará aumentando à medida que um número cada vez maior de empresas descobrirem seus benefícios e funcionalidades – incluindo acesso "em qualquer lugar", custo reduzido de hardware e suporte técnico, maior segurança e integração com outros sistemas.

IMPLANTAÇÃO CLOUD 

Na implantação Cloud (em nuvem), temos duas opções disponíveis: privada e pública.


  • Privada – possibilidade de implantação descentralizada e integrada do SAP EWM no SAP S/4HANA, assinatura mensal, personalização/modificação possível, sistema de locatário único, atualizações técnicas feitas pela SAP.
  • Pública - assinatura mensal, sistema de locatário único, gerenciamento de  atualizações/novos lançamentos pela SAP.

IMPLANTAÇÃO ON PREMISE

Nas implantações “On Premise” também temos duas opções disponíveis: EWM embutido/incorporado e o EWM descentralizado no S/4HANA.

EWM EMBUTIDO (EMBEDDED)

É recomendado para armazéns e centros de distribuição de pequena e média escala com complexidade reduzida e menor taxa de transferência de dados. Isso também economiza os custos necessários para configurar infraestrutura adicional para dar suporte à instância de servidor SAP EWM separada.


O EWM embutido/incorporado está disponível em duas versões: Gerenciamento Básico e Gerenciamento Avançado.


  • A gestão básica de armazém abrange as funcionalidades básicas de gestão de armazém para armazéns pequenos e de baixa complexidade. Os recursos disponíveis no gerenciamento básico de armazém no EWM incorporado estão incluídos no sistema SAP S/4HANA por padrão.
  • A gestão avançada de armazéns inclui funcionalidades avançadas de gestão de armazéns que são ideais para armazéns médios e grandes com processos de média a alta complexidade. Neste caso precisasse de uma licença adicional para poder usar as funcionalidades fornecidas pelo gerenciamento avançado de armazém. 

GERENCIAMENTO BÁSICO VS GERENCIAMENTO AVANÇADO DE ARMAZÉM

Gerenciamento Básico de Armazém Gerenciamento Avançado de Armazém
Estrutura do armazém Otimização do gerenciamento de estoque
Processamento de entrada Otimização do processo de entrada
Processamento de saída Otimização do processo de saída
Movimentos internos do armazém Controle de fluxo de material (MFS)
Inventário físico Gerenciamento de pátio (YARD)
Monitor de gerenciamento de armazém Gestão trabalhista (LABOR)
Gerenciamento de recursos Serviços de valor agregado (VAS)
Gestão de qualidade Kits
Integração de produção Cross Docking
Faturamento do armazém
Planejamento de cartonagem
Agendamento de compromissos do SAP Dock
Envio e recebimento
Armazenamento de trânsito

EWM DESCENTRALIZADO

Em um ambiente descentralizado, o SAP EWM é implantado em uma plataforma de servidor separada. Geralmente é preferido por empresas com uma grande taxa de transferência de dados, permite escalar operações para grandes armazéns/centros de distribuição à medida que o aumento da carga recai sobre o sistema descentralizado, menor risco de interromper as operações de armazenamento se o sistema SAP ERP ficar inativo, conexão com vários sistemas ERP, proteção dos dados SAP EWM quando os clientes SAP ERP e SAP EWM existentes decidem migrar seu sistema SAP ERP para SAP S/4HANA.

CONCLUSÃO

Ao escolher entre as opções de implantação, as empresas também precisam revisar outros critérios, como seus roteiros de negócios estratégicos, impactos de escalabilidade e custos de hardware e operação. Por exemplo, se a escolha for por uma opção centralizada, só poderá conectar um único sistema SAP S/4HANA ao aplicativo EWM incorporado. Este sistema SAP S/4HANA será o sistema no qual o aplicativo está “sentado”. Ao considerar o impacto da escalabilidade, as empresas terão que considerar o crescimento proposto de suas operações de armazenamento. Aumentos maciços em volumes e rendimento podem impactar significativamente o desempenho do sistema, criando assim riscos operacionais.

Os custos operacionais também se tornam um fator porque a implantação do SAP EWM em uma instância separada exigiria manutenção separada de servidores e espaço de banco de dados, que pode ser reduzido com implantação centralizada.


Resumindo, a empresa deve analisar as vantagens e desvantagens de cada uma das opções de implantação e decidir qual caminho seguir para seu projeto de implantação.


Para obter mais detalhes sobre as melhores práticas da opção de implantação do SAP EWM, consulte a Nota SAP 1606493 (Práticas recomendadas de opções de implantação do SAP EWM) e, claro, a LIT SOLUTIONS.


A LIT SOLUTIONS é uma consultoria SAP especializada em inteligência logística e de cadeia de suprimentos. Atuamos com foco nas plataformas SAP ECC e S/4 HANA e temos vasta experiência em implementações de sucesso em operações logísticas de grande porte no Brasil e no exterior.

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Um sistema TMS, ou Transportation Management System, é uma resposta estrutural para operações de transporte que cresceram em complexidade mais rápido do que os processos de gestão conseguiram acompanhar. Reconhece estas situações? Rotas planejadas em planilhas, fretes negociados sem histórico confiável, visibilidade de entrega dependente de ligação para o motorista e custos que sobem sem uma explicação clara são sintomas reconhecíveis por qualquer gestor de supply chain que já tentou escalar a operação logística sem processos e ferramentas adequados. Este artigo vai além da definição. Vamos mostrar o que um TMS efetivamente ajuda a organizar, como o SAP Transportation Management, ou SAP TM, opera na prática e em qual perfil de operação ele faz mais sentido. Continue a leitura! O que é TMS? Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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