Os componentes do SAP ECC e a Line of Business (LoB) do SAP S/4HANA

Fabio D'Anna • September 16, 2021

Como pano de fundo para falar dos componentes do ERP da SAP e sua correlação com cada Line of Business, vamos tratar sobre a evolução tecnológica das últimas décadas, e como a SAP se alinhou e vem caminhando junto a cada um desses marcos.

A evolução da tecnologia e dos produtos da SAP

A história da SAP tem seu início no ano de 1972, na Alemanha, pela iniciativa de cinco engenheiros vindos da IBM com a visão de criar uma empresa para desenvolver softwares que fossem padronizados e com processamento real-time para os processos de negócios. 


Um ano após a empresa ter sido criada, nascia um software padrão em seu cliente piloto, destinado à contabilidade financeira, sendo este a semente do R/1 (R de real-time data processing ou processamento de dados em tempo real) com arquitetura 1-Tier (Banco de Dados + Aplicação + Interface do usuário na mesma camada).


Anos depois viria o R/2, com novos componentes desenvolvidos para
mainframe em uma nova arquitetura 2-Tier (Banco de Dados + Aplicação em uma camada e Interface do usuário em outra). 


Avançando cerca de uma década, outra relevante mudança no desenho ganhou corpo e a arquitetura 3-Tier baseada em Cliente/Servidor passou a ser incorporada, com o R/3 fazendo o
real-time chegar aos desktops e, através de seus módulos integrados entre si, sendo um dos maiores protagonistas da transformação sistêmica das grandes empresas e de como elas passaram a estruturar seus negócios.


Alguns anos depois, em paralelo à era da disrupção pela Internet, a SAP trazia a plataforma
NetWeaver possibilitando a conexão entre sistemas SAP e sistemas não-SAP em um desenho de aplicações orientadas a serviços (SOA – Service Oriented Architecture), dando corpo ao chamado SAP Business Suite que reuniu o SAP ECC (ERP Central Component) e as soluções complementares SRM-Supplier Relationship Managementn, CRM-Client Relationship Management, SCM-Supply Chain Managament e PLM-Product Life Cycle Management.


Avançando no tempo e chegando a momentos recentes, as
transformações da tecnologia entraram na Era Digital com dispositivos interconectados e uma quantidade de informação sem precedentes – dando luz a uma era que traz conjuntamente o Big Data, Mobile, Cloud, Machine Learning, Inteligência Artificial e Funções Analíticas avançadas onde velocidade de processamento passou a ser mandatória para a quantidade de informação gerada por tantas fontes.


É a vez de entrar em cena o S/4HANA ou SAP Business Suite 4 SAP HANA, com processamento de informações em banco de dados em memória e soluções integradas com o alicerce no Digital Core.


E assim, no compasso da evolução de arquitetura tecnológica, a SAP seguiu ampliando seu portfólio e sua forma de integrar pessoas, processos e sistemas, transformando o que foi um dia um software padrão para atendimento da contabilidade financeira em real-time para uma completa plataforma de sistemas e soluções de tecnologia interconectadas.

Componentes do SAP ECC

Em meio a toda essa evolução e transformação, o ERP da SAP foi se ampliando, componente a componente, com o nascimento de novas funcionalidades que atendiam diversos processos de negócios agrupados por áreas, tendo no SAP ECC (ERP Central Component) a base central de seu SAP Business Suite. O termo ‘Módulos’, associado ao R/3, passaria a ser tratado como ‘Componentes’ no ECC.


De forma simplificada, um Módulo ou Componente representa o agrupamento de funcionalidades sistêmicas que atendem processos de negócio comuns a uma mesma área em uma organização.


Entre os componentes funcionais do ECC, podemos citar os mais usuais, de forma geral:


  • Accounting (Contabilidade)

FI – Financial Accounting (Contabilidade Financeira)

CO – Controlling (Contabilidade de Custos)


  • Logistics (Logística)

SD – Sales and Distribution (Vendas e Distribuição)

MM – Materials Management (Gestão de Materiais)

QM – Quality Management (Administração de Qualidade)

LE – Logistics Execution (Execução Logística)

PP – Production Planning and Control (Planejamento de Produção)

PM – Plant Maintenance (Manutenção)

PS – Project System (Sistemas de Projetos)


  • Human Resources (Recursos Humanos)

HR – Human Resources (Recursos Humanos)


Fonte: https://help.sap.com/viewer/b8a127d0b690414291083f308046c98f/6.18.latest/en-US/53dbf75305610114e10000000a174cb4.html

Line of Business (LoB) do SAP S/4HANA

Com o leque de soluções sendo ampliado, empresas especialistas sendo adquiridas e novas tecnologias sendo incorporadas, a estruturação do portfólio de produtos da SAP se adaptou e a empresa passou a desenhar seu portfólio no S/4HANA baseado em Áreas ou Linhas de Negócios. 


Nessa nova abordagem, em que a própria SAP cita por integração holística, vemos de forma prática sua estratégia como provedora de uma gama completa e crescente de soluções de tecnologia para apoiar as organizações a se tornarem o que ela chama de Empresa Inteligente.

E nessa nova estruturação, o termo LoB (Line of Business) ganha destaque, por envolver tanto as funcionalidades de base que fazem parte do SAP S/4HANA, como os produtos complementares ou Add-Ons correspondentes a cada Linha de Negócio. 


Alguns dos Add-Ons podem ser incorporados e ativados no mesmo banco de dados, enquanto outros são executados em uma plataforma separada, com integração padrão com o SAP S/4HANA.


Assim, uma LoB ou Business Area contempla:


  1. Componentes principais incorporados na licença do S/4HANA;
  2. Produtos complementares que ampliam as funcionalidades principais, mas requerem licença adicional;
  3. Produtos especialistas que se integram ao S/4HANA, mas que requerem instalação e licença adicional.

Paridade

A figura abaixo ilustra as Áreas ou Linhas de Negócio (LoB) da nova abordagem, e a partir delas podemos avaliar a paridade com os Componentes de Aplicação correspondentes.

Evolução contínua

A SAP segue evoluindo alinhada às necessidades das empresas, adicionando tecnologia aos seus produtos e criando novas abordagens que visam englobar seu portfólio da melhor forma, na missão de integrar pessoas, processos e sistemas. E nesse contexto de evolução contínua observamos que os Componentes ou Módulos de base (core) que atendem os processos de negócio estruturais, continuam sendo o alicerce do seu ERP em linhas traçadas desde os idos do R/3.

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Quando uma operação de transporte cresce, o aumento do volume de cargas costuma vir acompanhado de mais rotas, transportadores, contratos, modalidades de frete, exigências de entrega e necessidade de visibilidade sobre a execução. Nesse cenário, manter o controle por meio de planilhas, e-mails e processos descentralizados pode dificultar a identificação de onde estão ocorrendo perdas e quais decisões precisam ser revistas. É nesse contexto que surge o TMS, sigla para Transportation Management System, ou sistema de gerenciamento de transporte . Trata-se de uma categoria de software destinada a apoiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a gestão financeira das operações de transporte . Na prática, um TMS ajuda a estruturar atividades como planejamento de cargas e rotas, seleção de transportadores, acompanhamento de entregas, gestão de custos de frete, conferência de cobranças e análise de desempenho logístico. A ferramenta cria uma base para que diferentes etapas da operação sejam acompanhadas a partir de informações centralizadas, regras previamente definidas e processos mais consistentes. Isso não significa que toda empresa precise necessariamente de um TMS. A aderência depende do contexto operacional, do volume movimentado, da complexidade logística, do número de transportadores, da dispersão geográfica e do nível de integração necessário. Entretanto, quando o transporte passa a envolver muitas variáveis e a gestão manual começa a limitar a capacidade de controle, uma plataforma especializada pode assumir um papel estratégico. Quais problemas de transporte um TMS ajuda a organizar? Antes de avaliar uma tecnologia, é importante compreender quais problemas estão sendo enfrentados. Afinal, a adoção de um sistema de gestão de transporte precisa estar relacionada a necessidades concretas da operação. Em empresas com estruturas mais complexas, algumas dificuldades tendem a aparecer simultaneamente. Veja os principais pontos: Falta de planejamento estruturado Planejar uma operação de transporte envolve considerar volume, peso, capacidade dos veículos, janela de entrega, restrições de rota, prazo, modalidade, disponibilidade dos transportadores, custo e nível de serviço esperado. Sim, são muitos fatores. Quando essas informações são analisadas manualmente ou ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, decisões importantes podem depender excessivamente da experiência de determinados profissionais. Um exemplo ocorre quando uma empresa possui diversas entregas para uma mesma região, mas cada pedido é planejado separadamente. Sem mecanismos de consolidação, cargas que poderiam compartilhar o mesmo veículo podem ser expedidas individualmente, elevando o custo por embarque e reduzindo o aproveitamento da capacidade disponível. Com um TMS, essas decisões passam a ser estruturadas com base em regras, parâmetros e dados da própria operação, reduzindo a dependência de análises isoladas. Frete sem controle estruturado O custo do frete também pode se tornar difícil de administrar quando contratos, tarifas, tabelas e condições negociadas não estão centralizados. Nessas situações, a empresa pode até conhecer o valor total gasto com transporte, mas ter dificuldade para responder perguntas mais importantes: · Quanto está sendo pago por rota? · Qual transportador apresenta melhor relação entre custo e nível de serviço? · Os valores faturados correspondem ao que foi contratado? · Existem diferenças recorrentes entre o frete planejado, contratado e realizado? · Quais clientes, regiões ou modalidades concentram maior custo logístico? Sem essas respostas, o gestor perde capacidade de identificar desvios, renegociar contratos, corrigir cobranças e priorizar melhorias com base em dados. Rotas e cargas pouco eficientes Uma rota aparentemente adequada nem sempre representa a melhor decisão para toda a operação. A combinação entre distância, capacidade, prazo, restrições, concentração de entregas e custos associados pode alterar significativamente o resultado. Da mesma forma, transportar um veículo parcialmente ocupado pode ser operacionalmente possível, mas financeiramente pouco eficiente. Um TMS permite estruturar essas decisões considerando múltiplas variáveis simultaneamente. Assim, o planejamento deixa de depender apenas de uma avaliação manual e passa a utilizar regras, parâmetros e dados consolidados. Essa capacidade é especialmente relevante quando a empresa precisa consolidar remessas, combinar cargas, respeitar janelas de entrega, avaliar transportadores disponíveis e equilibrar custo com nível de serviço. Baixa visibilidade sobre as entregas Um dos maiores gargalos da gestão de transporte está no acompanhamento depois que a carga deixa a operação. Quando o status depende de telefonemas, mensagens ou atualizações manuais, a informação pode chegar tarde demais para que o gestor consiga agir. Um atraso identificado apenas depois do horário previsto de entrega, por exemplo, já limita as alternativas disponíveis. A visibilidade estruturada permite acompanhar eventos do transporte e identificar desvios durante a execução. Desse modo, o gestor pode atuar antes que uma ocorrência operacional se transforme em um problema para o cliente. Além de apoiar o acompanhamento da entrega, essa visibilidade também contribui para medir desempenho de transportadores, avaliar cumprimento de prazos, registrar ocorrências e alimentar indicadores de nível de serviço.
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